Precisamos ficar muito atentos à síndrome da abundância, pois ela costuma ser perversa. Não é porque temos 1/5 da água potável do planeta que nós precisamos destratar/dilapidar essa benção da natureza. Cabe recordar ainda que, em 2005, pavorosa estiagem levou nossos rios ao menor nível e volume, chamada de mega seca, assim batizada pelos cientistas. Os danos sociais e florestais foram imensuráveis. Para o meio ambiente os danos se estenderam por uma década. Pesquisas da NASA relacionaram o fenômeno ao aumento, em ocorrência e dimensão, dos furacões nos Estados Unidos. Ou seja, não dá para descuidar das demandas climáticas, especialmente, quando vivemos e geramos riqueza no modo sustentável em pleno coração da maior floresta tropical da Terra.
Porto de Manaus registrou nível do Rio Negro de 30,02 metros, a maior altura desde 1902. Com a água invadindo casas à margem dos igarapés, população local fica em situação de extrema vulnerabilidade
As secas já desencadearam perdas econômicas de pelo menos 124 bilhões de dólares e atingiram mais de 1,5 bilhão de pessoas entre 1998 e 2017, segundo relatório da ONU.
Ontem, o nível do Rio Negro atingiu a marca histórica de 29,97 metros. Há chances do nível atingir os 30m antes de baixar, mas a situação parece ter começado a se estabilizar.