A melhor compreensão do processo de globalização das águas irá permitir que governos, empresas e consumidores possam contextualizar melhor a sua responsabilidade social e suas políticas (alocativa, distributiva, regulatória, conservacionista) de sustentabilidade desse recurso ambiental. Como já dizia Guimarães Rosa: “A água de boa qualidade é como a saúde e a liberdade, só tem valor quando acaba”.
Não será com improvisos e propostas atabalhoadas que o Brasil se soltará das armadilhas do crescimento fraco e da desigualdade social. Precisamos convergir sobre os desafios prioritários para conduzirmos a agenda de reformas econômicas alinhadas a superá-los. Cada medida, cada proposta e cada ato de governoprecisa ser avaliado à luz destes desafios. Parece até que Blanchard e Tirole ouviram pedidos de um futuro presidente da República do Brasil sensato e acertaram, com lucidez e precisão, no que o País tem a enfrentar pela frente.
Organizado pelo Centro Brasil no Clima, o encontro buscou unir os governadores em torno de como superar a crise hidroenergética e avançar na transição para uma economia inclusiva e de baixo carbono no Brasil. Para isso, trouxe um pequeno número de especialistas, que abordaram diferentes aspectos da transição energética, em um painel chamado “Energia renovável e gestão hídrica para retomada econômica sustentável”.
A lista de estruturas da Vale submetidas à descaracterização tem 16 barragens, 12 diques e dois empilhamentos drenados. Em 2019, a mineradora anunciou a conclusão do primeiro processo.