Arcabouço fiscal é apresentado e gera polêmica

ETF que representa a bolsa brasileira nos EUA recua 2% no pré-mercado após apresentação do texto do arcabouço fiscal

Por Guilherme – EXAME

O mercado brasileiro amanhece nesta quarta-feira, 19, ainda esmiuçando os detalhes da proposta do novo arcabouço fiscal entregue ao Congresso no fim da tarde de ontem.

Como o Ibovespa fechou o último pregão

No mercado, foram mistas as primeiras reações ao texto apresentado já nos instantes finais de negociação. Ibovespa, que operou próximo da estabilidade por quase todo o pregão, terminou o dia com leve alta de 0,14%, a 106.163 pontos.

Mesmo após o encerramento do pregão, o novo arcabouço seguiu sendo destrinchado por investidores e analistas, que ainda buscam entender as potenciais complicações da medida. 

Desempenho dos indicadores às 8h (de Brasília):

  • Dow Jones futuro (Nova York): – 0,35%
  • S&P 500 futuro (Nova York): – 0,51%
  • Nasdaq futuro (Nova York): – 0,74%
  • FTSE 100 (Londres): – 0,29%
  • DAX (Frankfurt): – 0,20%
  • CAC 40 (Paris): – 0,01%
  • Hang Seng (Hong Kong)*: – 1,37%

O arcabouço fiscal

De forma geral, o texto da nova regra fiscal define o piso de R$ 75 bilhões de investimento anuais e prevê o controle do crescimento real das despesas públicas entre 0,6% e 2,5%.

Essa banda, segundo o governo, “evita gastos excessivos em momentos de maior crescimento econômico, quando as receitas crescem mais aceleradamente, e de paralisação do setor público quando há desaceleração da economia e as receitas caem”.

Mas o diabo mora nas entrelinhas, já dizia o ditado. E análises mais profundas sobre o novo arcabouço sugerem que todo o otimismo do mercado apresentado após a apresentação do esboço do que seria o arcabouço pode não ser assim tao grande.

Arcabouço fiscal
(Diogo Zacarias/MF/Divulgação)

Cautela após apresentação do arcabouço

“No final das contas, o desenho do arcabouço não parece que agradará a todos como dito por membros do executivo. A dinâmicada dívida não terá perspectiva mais suave, não abrindo espaço para convergência inflacionária e dificultando a pretendida redução da taxa Selic”, afirmaram em relatório os economistas da Ativa Étore Sanchez e Guilherme Sousa. 

As reações negativas, nesta manhã, saem dos relatórios para a tela de negociação.O EWZ, ETF que representa a bolsa brasileira nos Estados Unidos, cai mais de 2% no pré-mercado americano, sendo um dos destaques negativos. O cenário internacional, porém, também não contribui com seu desempenho, com todos os principais índices de ações no vermelho no início desta quarta. 

No exterior, seguem no radar dos investidores o movimento dos juros futuros americanos, balanços do primeiro trimestre e dados

Inflação na Europa

Nesta manhã, foi divulgado o Índice de Preço ao Consumidor (IPC) de março da Zona do Euro. A alta mensal saiu dentro do consenso de 0,9% de alta, com a inflação anual ficando a 6,9%. O núcleo do IPC, no entanto, saiu mais forte, com 1,3% de alta ante o consenso de 1,2%. 

Bolsas da região e índices futuros americanos recuam nesta manhã. 

Texto publicado por EXAME

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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