Apreensão de madeira ilegal em 2021 até agora supera total de anos anteriores

Um levantamento feito pela agência Fiquem Sabendo sobre os dados da Polícia Federal (PF) revelou um quadro problemático: nos cinco primeiros meses de 2021, a PF apreendeu 275 mil m3 de toras de madeira de origem suspeita, um volume que supera o total apreendido nos anos de 2018 (163,5 mil m3), 2019 (27,1 mil m3) e 2020 (151,2 mil m3). Como a Piauí observou, os carregamentos de madeira apreendida no Brasil até o momento seriam suficientes para encher dois cargueiros com 4 mil contêineres cada.

Cerca de 80% de toda a apreensão de madeira ilegal pela PF aconteceu no Amazonas (220 mil m3) – mesmo estado no qual o delegado Alexandre Saraiva servia como superintendente da corporação até abril passado, onde encabeçava investigações sobre um esquema de comércio de madeira de origem ilegal. O envolvimento de Ricardo Salles na defesa dos interesses dos madeireiros suspeitos foi o ponto de partida para um inquérito de advocacia administrativa contra o ex-ministro, aberto no começo do mês pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ainda sobre exploração ilegal de madeira, o Fantástico (TV Globo) mostrou no último domingo a retirada e o transporte de madeira ilegal na Floresta Nacional de Brasília (DF). O Ministério Público Federal (MPF) apontou indícios de extração ilegal. A equipe do programa flagrou um carregamento que estaria sendo levado para uma madeireira particular nas proximidades da FLONA.

Em tempo: Investidores internacionais seguem insatisfeitos com a falta de ação do governo brasileiro para reverter o desmatamento e a destruição da Amazônia. A Bloomberg repercutiu a movimentação da gestora norueguesa de investimentos Storebrand Asset Management, que administra US$ 120 bilhões em ativos. Segundo o CEO da Storebrand, Jan Erik Saugestad, a resposta das autoridades brasileiras não tem sido suficiente e, a partir de agora, o grupo buscará articular com as empresas de seu portfólio para elevar a pressão e, eventualmente, formular respostas mais contundentes contra a situação ambiental do país. A Exame publicou uma tradução da reportagem.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Anotações para o novo lustro da economia brasileira – 2026 a 2030

Comentários de Alfredo Lopes - BrasilAmazoniaAgora O Brasil entre...

SOS Amazônia: o Super El Niño já começou

Super El Niño pode agravar secas, calor extremo e pressão sobre rios e comunidades na Amazônia, reforçando a urgência da adaptação climática.

Dia da Indústria: a força produtiva da Amazônia e o protagonismo feminino na construção do futuro

Entre desafios logísticos, pressão internacional e transição climática, a indústria do Amazonas consolidou uma experiência singular de desenvolvimento associado à floresta em pé, com mulheres assumindo papel cada vez mais estratégico nos espaços de liderança, inovação e transformação regional.

Quem vai pagar a despesa na confraternização da escala 6×1?

A própria indústria compreende que trabalhadores mais descansados, valorizados...