Al Gore diz a líderes mundiais que “não é hora de covardia moral” na COP27

O ex-candidato a Presidência dos Estados Unidos e ativista ambiental discursou na Conferência do Clima na ONU. Discurso de Al Gore também foi marcado por parabenização indireta a vitória de Lula nas eleições no Brasil.

“Este é um momento para uma epifania global, não é hora para covardia moral e indiferença imprudente ao futuro da humanidade”, disse hoje (7) o ex-vice-presidente americano e ativista climático Al Gore, em discurso na abertura oficial da Conferência do Clima da ONU, que acontece no balneário de Sharm-el-Sheikh, Egito.

O clima de exortação marcou os discursos de líderes mundiais que se sucederam durante toda esta segunda-feira. Mais de 100 presidentes, primeiros-ministros e chefes de estado estão reunidos para discutir temas complexos, como financiamento climático, e trazer suas demandas.

O Brasil não mandou nenhum representante para a rodada de discursos, mas nem por isso deixou de ser mencionado. Em sua fala, Al Gore citou indiretamente a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, ao falar que a humanidade tem potencial para escolher caminhos menos destrutivos.

“[…] nós temos a base para a esperança. Apenas alguns dias atrás, o povo do Brasil escolheu parar a destruição da Amazônia”, disse. 

Al Gore
Al Gore, no Global Climate Action Summit, realizado em setembro de 2018. Credit: Nikki Ritcher/Global Climate Action Summit.

Al Gore já havia parabenizado Lula pela vitória em sua conta no twitter: “Os resultados das eleições de hoje marcam um ponto de virada significativo para o futuro do Brasil e demonstram o poder da democracia para promover o progresso para nosso planeta e seu povo. Apresento meus parabéns ao presidente eleito Lula da Silva. O mundo aguarda com expectativa a liderança renovada do Brasil na condução das soluções para a crise climática e para deter a perda de biodiversidade”, disse, no dia 31 de outubro.

Brasil oficial ausente

Brasil COP
Pavilhão do Brasil na COP 27. Foto: Cristiane Prizibisczki

A ausência do governo brasileiro também foi sentida no próprio pavilhão oficial do país. Pouco se sabe sobre o que vai acontecer por lá nos próximos dias.

Isso porque, ao contrário de outros países e das próprias organizações não-governamentais, que já tornaram pública as atividades que serão realizadas durante as duas semanas de COP, o Brasil ainda não divulgou sua lista de eventos.

Uma agenda prévia impressa podia ser consultada pessoalmente no estande do Brasil, mas não era permitido fotografar ou fazer cópias dela. Nesta agenda, constava que o Brasil será representado oficialmente pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, que chega apenas na próxima semana, para um evento no dia 15 de novembro.

No dia seguinte, 16, está prevista a visita de Lula à Conferência, para o lançamento da “Carta da Amazônia – uma agenda comum para a transição climática”, evento que deve acontecer no pavilhão criado pelo Consórcio de Governadores da Amazônia Legal.

A comitiva que acompanha Lula já tem confirmado os nomes dos ex-ministros Marina Silva e Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Celso Amorim (Relações Exteriores), de nove senadores, entre eles Simone Tebet (MDB), e de 20 deputados de 14 diferentes partidos.

A lista de integrantes da comitiva oficial do governo de Jair Bolsonaro ainda não foi divulgada.

Fonte: O Eco

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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