A Zona Franca de Manaus é o termômetro do Brasil

A ZFM, por não depender de si, é demandada pelo mercado consumidor e se modula de acordo com este mercado, nele não tendo capacidade de interferência relevante. Pela categoria de seus produtos é um termômetro que pode indicar até o grau de confiança do consumidor na expectativa de resposta positiva da economia em cenário de curto prazo e médio prazo.

Juarez Baldoino da Costa
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Os produtos fabricados no Polo Industrial da ZFM – Zona Franca de Manaus não são bens de primeira necessidade, e quando o faturamento de suas indústrias totalizou R$ 131 bilhões até outubro de 2021 como anunciado pela Suframa – Superintendência da Zona Franca de Manaus, e mesmo com os dados de que o desemprego de 14 milhões de pessoas esteja elevado e os juros também estejam altos, a indicação é de que parece que o Brasil vai bem melhor do que se tem tido de notícias em geral.

O otimismo de que há melhora vem ainda dos 36 milhões de empregos informais porque também geram renda e movimentam a economia, ainda que sem proteções socias completas e sem programas de garantia de renda mínima. Como a informalidade é ainda uma das portas para o empreendedorismo, é também um perfil positivo para a economia em geral, e que numa segunda fase se consolida na regularização e formalização legal.

Televisores, motocicletas, tablets, celulares, brinquedos e uma série de outros artigos da ZFM não essenciais, ao serem procurados pelos brasileiros, denota que há renda circulando para consumo depois de consumidos os produtos de primeira necessidade, ou seja, embora não haja necessariamente sobra de renda, há renda suficiente para superar o básico.

A ZFM, por não depender de si, é demandada pelo mercado consumidor e se modula de acordo com este mercado, nele não tendo capacidade de interferência relevante. Pela categoria de seus produtos é um termômetro que pode indicar até o grau de confiança do consumidor na expectativa de resposta positiva da economia em cenário de curto prazo e médio prazo. Em ambiente de crise mais severa o consumidor estaria mais cauteloso e selecionaria os desembolsos domésticos.

Há que se considerar também que a crise de 2020 e 2021 não foi causada por falha no funcionamento da estrutura da economia como ocorrera em 2018 e nas crises anteriores, mas por lockdown generalizado para prevenção da saúde, mesmo que tenha havido manipulação para provocar estes eventos sobre o vírus segundo teorias que circulam pelo mundo. Com o arrefecimento do mecanismo de lockdown, independentemente de ser medida adequada ou não na questão da saúde pública, o consumo se expande de forma acelerada, dado que houvera um represamento forçado de sua dinâmica.

Quando o Brasil vai bem, a ZFM vai bem, e os seus R$ 131 bilhões são um termômetro indicando que o Brasil tende a seguir bem.

Juarez Baldoino da Costa 2
Juarez Baldoino da Costa é Amazonólogo, MSc em Sociedade e Cultura da Amazônia – UFAM, Economista, Professor de Pós-Graduação e Consultor de empresas especializado em ZFM.
Juarez Baldoino da Costa
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Juarez Baldoino da Costa é Amazonólogo, MSc em Sociedade e Cultura da Amazônia – UFAM, Economista, Professor de Pós-Graduação e Consultor de empresas especializado em ZFM.

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