Alemanha, Espanha e França enfrentam temperaturas acima de 40°C, enquanto as mortes por calor na Europa pressionam hospitais e órgãos de saúde.
As sucessivas ondas de calor que atingem o continente em 2026 já estão associadas a mais de 25 mil mortes na Alemanha, Espanha e França. Os três países, entre os mais populosos da região, enfrentam há meses temperaturas extremas, frequentemente superiores a 35°C. O avanço das mortes por calor na Europa aumenta a preocupação das autoridades sanitárias.
A Alemanha apresenta o cenário mais grave, com aproximadamente 14 mil óbitos relacionados às altas temperaturas. Segundo o Instituto Robert Koch (RKI), 9,6 mil mortes foram registradas somente entre 22 e 28 de junho, quando os termômetros ultrapassaram 41°C. Pessoas com 75 anos ou mais formam o grupo mais afetado.
Na Espanha, o Instituto de Saúde Carlos III contabilizou 4,4 mil mortes associadas ao calor entre 1º de junho e 19 de agosto. O número supera os pouco mais de 3 mil óbitos observados no mesmo período de 2025 e os 1,9 mil registrados em 2024. O resultado se aproxima do cenário de 2022, quando o país somou 4,5 mil vítimas.
A França também registrou forte aumento da mortalidade durante os períodos de temperaturas excepcionais. O Ministério da Saúde identificou 1,2 mil mortes em excesso entre 3 e 22 de julho. Antes disso, outras 5,7 mil mortes excedentes haviam sido contabilizadas entre 17 de junho e 2 de julho, durante uma onda de calor recorde. Os dados reforçam a dimensão das mortes por calor na Europa neste verão.
Além de ampliar os riscos para idosos e pessoas com doenças preexistentes, o calor intenso pressiona hospitais e outros serviços de saúde. Autoridades alertam que as mortes por calor na Europa ainda podem aumentar, pois os efeitos das temperaturas extremas de agosto e setembro deverão aparecer nas próximas atualizações.