El Niño tem 81% de chance de chegar a nível “muito forte” em 2026

Boletim da NOAA indica que o El Niño pode atingir intensidade “muito forte” no fim de 2026, ampliando riscos de calor, tempestades e mudanças nas chuvas.

O El Niño ganhou força e pode chegar a uma intensidade “muito forte” entre outubro e dezembro de 2026, segundo boletim divulgado nesta quinta-feira (9) pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), agência climática dos Estados Unidos.

De acordo com a previsão, há 81% de probabilidade de o fenômeno atingir essa categoria no fim do ano. Caso o cenário se confirme, o episódio poderá ser um dos mais intensos já registrados desde 1950, quando começaram as medições sistemáticas.

O novo relatório representa uma mudança importante nas projeções climáticas. Embora já houvesse expectativa de fortalecimento do El Niño ao longo de 2026, ainda não estava claro qual seria o grau de intensidade alcançado pelo fenômeno.

A NOAA também estima que há 97% de chance de o El Niño continuar ativo entre março e junho de 2027, período que corresponde ao outono no Hemisfério Sul e à primavera no Hemisfério Norte.

O fenômeno se intensificou em junho, quando foram observadas anomalias superiores a 1°C na temperatura da superfície do Oceano Pacífico central e leste. Esse aquecimento altera padrões de chuva, ventos e circulação atmosférica em diferentes partes do planeta.

Segundo a agência norte-americana, um El Niño mais forte não significa, necessariamente, a ocorrência de eventos climáticos extremos em todos os locais. No entanto, aumenta a probabilidade de impactos como ondas de calor, tempestades e mudanças no regime de chuvas em várias regiões.

O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Pacífico equatorial ficam mais quentes do que o normal. Essa alteração interfere no clima global e pode influenciar desde períodos de seca até episódios de chuva intensa, dependendo da região afetada.

Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu é jornalista e mestre em Comunicação. Especialista em jornalismo digital, com experiência em temas relacionados à economia, política e cultura. Atualmente, produz matérias sobre meio ambiente, ciência e desenvolvimento sustentável no portal Brasil Amazônia Agora.

Artigos Relacionados

Amazônia, chips e soberania tecnológica

A história da Zona Franca sempre esteve associada à...

Quando a sustentabilidade deixa de ser discurso e passa a ser preparo

"A recorrência de eventos extremos na Amazônia transformou a...

Ciência homenageia Vozinha, goleiro de Cabo Verde, ao batizar nova lesma-do-mar 

Vozinha inspira o nome de uma nova espécie de lesma-do-mar descoberta no Caribe após se destacar por Cabo Verde na Copa de 2026.

Morre Mariano Cenamo, cofundador do Idesam e referência em bioeconomia e conservação na Amazônia

Mariano Cenamo, cofundador do Idesam, morre aos 46 anos e deixa legado na bioeconomia, conservação e desenvolvimento da Amazônia.

Nota de pesar

Este ensaio, de 15 de junho, foi o último...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, insira seu comentário!
Digite seu nome aqui