Iniciativas como essa, conduzidas por CIEAM, FIEAM e com o respaldo jurídico da OAB, cumprem um papel que vai além da formação. Elas ajudam a construir uma base comum de entendimento entre os atores que, na prática, sustentam o modelo.
Coluna Follow-Up
No ambiente econômico da Zona Franca de Manaus, a informação tributária nunca foi apenas um requisito técnico. Sempre foi instrumento de sobrevivência, de competitividade e, em muitos momentos, de resistência institucional.
A realização do workshop ACONCARF Itinerante sobre aplicações tributárias no novo cenário da Reforma não deve ser lida como um evento de atualização. Ela sinaliza algo mais profundo: a necessidade urgente de reorganizar a inteligência fiscal do modelo.
O novo estatuto tributário que emerge da Reforma não altera apenas alíquotas ou mecanismos de compensação. Ele redefine a lógica de funcionamento das cadeias produtivas, impacta decisões de investimento e reposiciona o papel das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus dentro da economia nacional.
Nesse contexto, qualificar gestores, diretores e especialistas deixa de ser uma agenda de capacitação e passa a ser uma agenda de defesa estruturada do modelo.
A Zona Franca sempre operou em uma fronteira delicada entre política pública e engenharia econômica. Agora, essa fronteira se torna ainda mais complexa. A compreensão detalhada das novas regras, dos regimes específicos, dos créditos e das possibilidades de enquadramento será determinante para evitar perdas silenciosas de competitividade.
Mais do que interpretar a lei, será preciso saber utilizá-la.
Esse é o ponto central. Não basta conhecer o novo sistema. É necessário transformá-lo em vantagem operacional, em previsibilidade para investimentos e em argumento técnico para a defesa institucional da ZFM.
Iniciativas como essa, conduzidas por CIEAM, FIEAM e com o respaldo jurídico da OAB, cumprem um papel que vai além da formação. Elas ajudam a construir uma base comum de entendimento entre os atores que, na prática, sustentam o modelo.
Sem essa base, o risco é conhecido: assimetrias de interpretação, insegurança jurídica e decisões empresariais tomadas no escuro.
Com ela, abre-se outro caminho. Um ambiente mais coordenado, com maior capacidade de reação e, sobretudo, com inteligência aplicada à nova realidade fiscal.
A disputa agora não é apenas por incentivos. É por domínio técnico.
E, como sempre na história da Zona Franca, quem domina primeiro, permanece.
Saiba mais detalhes do evento em:
Follow-Up publicada no Jornal do Comércio do Amazonas às quartas, quintas e sextas-feiras sob a responsabilidade do CIEAM e coordenação do editorial de Alfredo Lopes do Portal BrasilAmazoniaAgora

