IBAMA apreende madeira ilegal milionária e doa para municípios catarinenses

O Ibama, como resultado da Operação Retaguarda realizada nas primeiras semanas de agosto em Santa Catarina, efetuou uma doação significativa para prefeituras locais: mais de 560 metros cúbicos de madeira de espécies nativas oriundas da Amazônia. Essa quantia representa parte de um total de 830 metros cúbicos apreendidos, avaliados em R$ 3,5 milhões. Este é o maior donativo de madeira dessa natureza já registrado na região Sul do país.

A madeira, que estava destinada inicialmente para armazéns nos portos dos municípios de Itajaí, Navegantes e Itapoá, seria posteriormente exportada para os Estados Unidos e a União Europeia. Entretanto, foi interceptada devido à intensificação do controle de irregularidades na exportação de madeira nativa em portos brasileiros.

A ação, que teve como foco principal os carregamentos de madeira suspeitos, foi conduzida após uma detalhada análise que durou um ano. Essa análise examinou as requisições de autorizações de exportação de madeira nativa em busca de possíveis infrações ambientais.

IBAMA
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Durante as inspeções, o Ibama identificou incongruências nos Documentos de Origem Florestal (DOF). Nas cargas verificadas, constatou-se a presença de espécies de madeira distintas das declaradas nos documentos, confirmando a ilegalidade dos carregamentos. Em consequência, multas que somam R$ 700 mil foram aplicadas aos responsáveis.

Mas as irregularidades não pararam por aí. Durante o processo de apreensão, amostras de madeira foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial. Os resultados da perícia, além de comprovarem as incongruências iniciais, detectaram espécies de plantas atualmente ameaçadas de extinção no Brasil.

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Foto divulgação

Além disso, algumas das espécies identificadas estão protegidas pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites). Para a exportação dessas espécies, são necessárias permissões e procedimentos específicos, os quais, claramente, não foram seguidos pelos infratores.

Este caso reforça a necessidade de constante vigilância e atuação eficaz dos órgãos competentes, garantindo a preservação da biodiversidade brasileira e a conformidade com as normas ambientais vigentes.

*Com informações GOV.BR

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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