Marina Silva anuncia novas medidas contra invasores de Terras Indígenas

Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, anunciou a continuação dos esforços do governo para a desintrusão de terras indígenas.

A luta dos povos indígenas do Brasil para proteger suas terras tradicionais acaba de receber um novo impulso. Em uma declaração feita durante o evento “Os Diálogos Amazônicos”, a Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, confirmou que novas operações serão lançadas para desintrusão de invasores em terras indígenas. Estas operações visam proteger as terras dos povos nativos de atividades ilegais, como garimpo.

“Existem questões de segurança e inteligência que nos impedem de divulgar detalhes sobre as datas das operações. Mas esse processo está em andamento”, declarou Silva, sublinhando a complexidade e os desafios enfrentados pelo governo ao lidar com invasores, muitos dos quais estão associados a organizações criminosas.

Desde fevereiro, diversas operações têm sido conduzidas, com destaque para a terra Yanomami, em Roraima. De acordo com dados recentes, após essas operações, não houve progresso de novos garimpos no local. Até agora, mais de 125 garimpeiros foram expulsos.

Marina Silva
(Foto: Felipe Werneck/MMA)
A Ministra Marina Silva também chamou atenção para um argumento frequentemente usado para justificar invasões: a questão social. Segundo ela, enquanto a realocação das populações que residem nessas áreas é uma preocupação válida, não se pode esquecer que sua presença inicial era uma invasão indevida.

O levantamento do MapBiomas trouxe à luz a presença de várias pistas de pouso clandestinas em terras indígenas, incluindo as dos Munduruku e dos Kayapó, áreas que ainda estão à espera de operações de desintrusão.

Com a crescente pressão internacional para proteger a Amazônia e os direitos dos povos indígenas, o anúncio da Ministra é um sinal promissor de que o governo está levando essas questões a sério e está comprometido em tomar medidas decisivas para resolver a situação.

*Com informações Agência Brasil

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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