Museologia da UFPA celebra 32 anos do Arraial do Pavulagem em Belém

Belém – Colorido, vibrante e repleto de histórias: a Faculdade de Artes Visuais (FAV) da UFPA abriu suas portas para uma exposição que enaltece o poder da cultura popular e a força do Arraial do Pavulagem.

Fundado em 1987, este grupo musical tornou-se uma das maiores expressões culturais da região e foi reconhecido, em 2017, como Patrimônio Cultural Imaterial de Belém.

Quem visita a exposição é transportado para um universo que celebra a rica tapeçaria cultural do Pará. Estampas tradicionais, brinquedos de miriti e elementos icônicos da festa do Círio de Nazaré colidem em um cenário que remete ao céu repleto de nuvens e pássaros, enfatizando a sensação de movimento e festividade.

A iniciativa partiu dos alunos da turma de 2016 de Museologia. Segundo Fábio Alexandre, um dos estudantes responsáveis, o tema foi escolhido pela relevância cultural e também pela viabilidade em termos de acervo e potenciais patrocínios. “Queríamos alcançar não apenas os brincantes do Arraial, mas também a comunidade acadêmica, para propagar este patrimônio”, explicou Juliana Martins, colega de Fábio no curso.

E a exposição não se limitou a apresentar peças e artefatos. Também houve um cronograma de palestras e oficinas, enriquecendo ainda mais a experiência do público. Para muitos, foi uma oportunidade de se conectar com uma memória afetiva que celebra mais de três décadas de arte, música e tradição.

Arraial do Pavulagem
Foto Joyce Ferreira

A relação entre a arte e o povo foi destacada por Andreza Karoline, caloura de Artes Visuais. Ela citou a importância dos projetos socioeducacionais, como o Cordão do Galo, que engaja crianças em áreas de risco, proporcionando-lhes uma oportunidade de expressar sua criatividade e se conectar com a cultura regional. O compromisso do Arraial com práticas sustentáveis, como o uso de materiais reciclados em seus artefatos, também foi um ponto a ser destacado.

Localizado no bairro Campina, em Belém, o Instituto Arraial do Pavulagem não é apenas uma homenagem à cultura, mas um espaço vivo de pesquisa, produção e valorização das tradições amazônicas. Seus cortejos, sejam eles o Cordão do Peixe-Boi ou o Arrastão do Boi Azul, atraem moradores e turistas, consolidando o Arraial como um pilar da identidade cultural paraense.

No final, o que a exposição #ExpoPavu na FAV demonstra é que a cultura é um fio contínuo que liga o passado ao presente. E, por meio de iniciativas como esta, a esperança é que continue a inspirar e a unir as gerações futuras.

*Com informações Agência Belém

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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