Relatório: Código Florestal ainda patina na Mata Atlântica

Um novo relatório mostrou que a implementação do Código Florestal de 2012 não tem avançado na Mata Atlântica. Uma área de quase 13 milhões de hectares, ou cerca de 10% do bioma, ainda está sem registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Além disso, 6,3 milhões de hectares estão sobrepostos entre unidades de diferentes categorias fundiárias (em especial, entre terras públicas e privadas). A análise foi realizada pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com Imaflora, Observatório do Código Florestal e  GeoLab-ESALQ/USP.

A maior parte da Mata Atlântica é ocupada por propriedades privadas (78%) e pelo menos 63,2 mil imóveis rurais (que somam 6,8 milhões de hectares) com registro no Sistema de Gestão Fundiária do INCRA (SIGEF) ainda não informaram sua situação ambiental. Quase metade do déficit de vegetação nativa (42%) foi identificada em grandes propriedades rurais (que somam apenas 2% do total de imóveis rurais no bioma), concentradas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Sozinha, a adequação desses grandes imóveis já reduziria o déficit na Mata Atlântica em dois milhões de hectares. O Valor deu mais detalhes.

Em tempo 1: O “Brasil mágico” apresentado por Jair Bolsonaro na ONU não resiste a uma simples análise sobre a situação do meio ambiente no país. N’O Globo, Bruno Alfano e Raphaela Ramos descrevem a situação dramática dos biomas brasileiros, ameaçados por incêndios florestais e desmatamento. “Nenhum está a salvo”, comentou Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas. Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal, Caatinga e Pampa sofrem com o avanço da destruição.

Em tempo 2: A Norte Energia, que opera a usina de Belo Monte, pediu autorização do IBAMA para transformar 3,5 mil metros cúbicos de madeira extraídos durante sua construção em carvão. De acordo com o Estadão, boa parte é de árvores nobres, incluindo espécies em extinção e protegidas por lei. A ideia da concessionária é usar a madeira para alimentar os fornos da siderúrgica Sinobras, uma das sócias da empresa.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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