Mourão diz que Forças Armadas vão retornar para Amazônia

Dados do Inpe divulgados na última semana mostram que o desmatamento na Amazônia Legal em maio é o maior registrado desde 2016, quando a série histórica teve início. É o terceiro mês seguido de recorde de destruição da floresta em 2021

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta sexta-feira (11/6) que o presidente Jair Bolsonaro autorizou o retorno de uma nova operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na Amazônia. Com isso, as Forças Armadas deverão retornar ao local para ajudar no combate às queimadas e ao desmatamento. Segundo o general, que é presidente do Conselho da Amazônia, a medida terá a duração de dois meses, com recurso de R$ 50 milhões.

“Está autorizada pelo presidente. Conversei com o presidente ontem, ele autorizou. Nós já estamos fechando o planejamento. Falei com o ministro Paulo Guedes (Economia). O recurso é em torno de R$ 50 milhões para fazer isso pelos próximos dois meses, e ele (Guedes) disse que isso não é problema”, disse a jornalistas na chegada ao Palácio do Planalto.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados na última semana, mostram que o desmatamento na Amazônia Legal em maio é o maior registrado desde 2016, quando a série histórica teve início. É o terceiro mês seguido de recorde de destruição da floresta em 2021. Em 28 dias, a região atingiu a marca de 1.180 km², um aumento de 41% em relação ao mesmo mês de 2020.

Segundo o Inpe, no acumulado desde agosto, vem caindo rápido a diferença entre a área recorde de alertas do ano passado e a deste ano: em janeiro, o desmatamento em 2021 era 21% menor do que em 2020. Agora, a diferença é de 8%, e ainda pode cair mais. Em nota, o Observatório do Clima afirma que “o dado é preocupante, porque o mês de maio marca o início da estação seca, quando a devastação se intensifica, em grande parte da região amazônica.

Essa é a terceira GLO ambiental realizada durante a gestão de Bolsonaro. A primeira foi feita entre agosto e outubro de 2019, e a segunda, de maio de 2020 até abril de 2021.

Fonte: Correio Braziliense

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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