Extrato de pimenta-malagueta é eficiente no controle de pragas, diz pesquisa

Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), instituição vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), avançou nos testes com controle alternativo de pragas agrícolas. O objetivo das pesquisas é utilizar produtos derivados de plantas para diminuir a quantidade de organismos nocivos às lavouras. Desta vez, pesquisadoras da empresa detectaram que o extrato de pimenta- malagueta é promissor para o controle do ácaro-branco (Polyphagotarsonemus latus), causador de grandes prejuízos aos produtores rurais.

Pimenta
EXTRATO DA PIMENTA PARECE SER UMA SOLUÇÃO PARA O CONTROLE DA PRAGA DO ÁCARO-BRANCO. FOTO: PIXABAY

O ácaro-branco é uma praga de tamanho muito pequeno que gosta de atacar as folhas das plantas. Os resultados, nocivos para a agricultura, são folhas curvadas para baixo, ressecadas e com quedas prematuras. Além disso, as plantas atacadas pela praga geralmente contêm flores e frutos deformados.

Estudo da Epamig, coordenado pelas pesquisadoras Madelaine Venzon e Maira Fonseca, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidad de La Salle (Yopal), agricu O experimento foi realizado em casa de vegetação e o extrato foi aplicado nas próprias plantas de pimenta-malagueta com folhas atacadas pelo ácaro.

O extrato utilizado foi obtido a partir de dez gramas de sementes de pimenta malagueta e 100 ml de álcool 30%, explica Juliana Maria de Oliveira, aluna de mestrado que conduziu o experimento. Segundo Madelaine Venzon, os extratos de pimenta malagueta são capazes de controlar populações de artrópodes, como o ácaro branco, na condição de deterrentes alimentares e repelentes.

Ainda segundo a pesquisadora, o próximo passo é impulsionar o uso do extrato na agricultura familiar para o manejo do ácaro branco em hortaliças e fruteiras. “A utilização de produtos alternativos no controle de pragas tem aumentado muito no Brasil, especialmente em decorrência do crescimento da produção orgânica. Em geral, os produtos alternativos possuem baixa toxicidade ao homem, são de fácil preparação ou aquisição e aceitos pela maioria das certificadoras de produtos orgânicos ou ecológicos. Isso faz com que haja grande utilização desses produtos em sistemas familiares de cultivo”, destaca Madelaine Venzon.

Outros estudos estão sendo conduzidos pela instituição mineira de pesquisa para testar a toxicidade de óleos essenciais de plantas aromáticas e medicinais para manejo da mosca-branca, ácaro rajado e para pragas do café. Os estudos são desenvolvidos com o apoio da CAPES, CNPq e a Fundação de Amparo à Pesquisa de Mina Gerais (Fapemig).

Fonte: Canal Rural

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Maria da Penha, a bandeira da resistência

“Vinte anos depois da lei que leva seu nome,...

Inteligência Artificial em Conversa com Mariana Leite – Episódio 2

Em entrevista ao Brasil Amazônia Agora, Mariana Leite, que...

Idesam leva mais de 20 anos de restauração na Amazônia a conferência nacional

Idesam apresenta soluções que unem restauração ecológica, biodiversidade, bioeconomia e fortalecimento das comunidades amazônicas no SOBRE26.

Genética forense identifica fauna marinha em remessas ilegais 

Genética forense identifica peixes amazônicos ameaçados e pepinos-do-mar em cargas apreendidas no Aeroporto de Guarulhos.