A construção de um novo referencial: ZFM + ESG e a liderança industrial da Amazônia na COP30

“A criação e consolidação do selo ZFM + ESG simbolizam este novo posicionamento. E a adoção definitiva da agenda ESG como referencial competitivo do Polo Industrial de Manaus. Mais do que uma certificação, o selo representa um compromisso público das empresas instaladas na região com os mais altos padrões de responsabilidade ambiental, responsabilidade social e governança corporativa.”

Uma trajetória de avanço coletivo

Ao longo dos últimos anos, a Zona Franca de Manaus (ZFM) consolidou, sob a batuta da Suframa e de forma silenciosa e contínua, um diferencial competitivo que hoje se impõe como ativo estratégico em um mundo em transição: a integração entre indústria e sustentabilidade. Sob a liderança de empresários comprometidos com o futuro, como aqueles do setor eletroeletrônico, e a articulação institucional da Comissão ESG do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), a região não apenas acompanhou a evolução global da agenda ESG – Environmental, Social and Governance –, como passou a projetar para o Brasil e para o mundo um modelo próprio de desenvolvimento.

Este avanço encontrou em dois momentos emblemáticos a sua expressão pública: a realização dos dois Fóruns ESG Amazônia. Neles, o setor produtivo local demonstrou que desenvolvimento e floresta em pé não são conceitos antagônicos, mas, ao contrário, fundamentos complementares de uma nova economia amazônica.

A criação e consolidação do selo ZFM + ESG simbolizam este novo posicionamento. E a adoção definitiva da agenda ESG como referencial competitivo do Polo Industrial de Manaus. Mais do que uma certificação, o selo representa um compromisso público das empresas instaladas na região com os mais altos padrões de responsabilidade ambiental, responsabilidade social e governança corporativa

O diferencial competitivo do selo ZFM + ESG

A criação e consolidação do selo ZFM + ESG simbolizam este novo posicionamento. E a adoção definitiva da agenda ESG como referencial competitivo do Polo Industrial de Manaus. Mais do que uma certificação, o selo representa um compromisso público das empresas instaladas na região com os mais altos padrões de responsabilidade ambiental, responsabilidade social e governança corporativa.

Este diferencial é especialmente relevante para a indústria eletroeletrônica, setor em que inovação e rastreabilidade ambiental caminham lado a lado. Ao adotar práticas de eficiência energética, redução de resíduos, inclusão social e transparência, as empresas demonstram que é possível aliar alta tecnologia e sustentabilidade real.

O selo ZFM + ESG não apenas reforça a legitimidade dos incentivos fiscais como instrumento de desenvolvimento regional, mas também posiciona a produção amazônica em patamar de competitividade internacional, sintonizada com as exigências de consumidores, investidores e governos que valorizam cadeias produtivas sustentáveis.

Rumo à COP30: A indústria amazônica no palco global

A participação ativa da indústria da Zona Franca de Manaus na COP30, que será realizada em Belém em novembro de 2025, consolidará esta trajetória. Mais do que expor projetos e resultados, a presença do setor fabril na conferência representará uma demonstração concreta de que a Amazônia já possui, em seu interior, exemplos exitosos de economia de baixo carbono associada à produção industrial de alta escala.

A criação e consolidação do selo ZFM + ESG simbolizam este novo posicionamento. E a adoção definitiva da agenda ESG como referencial competitivo do Polo Industrial de Manaus. Mais do que uma certificação, o selo representa um compromisso público das empresas instaladas na região com os mais altos padrões de responsabilidade ambiental, responsabilidade social e governança corporativa

Será uma oportunidade histórica para reafirmar que o modelo da Zona Franca – frequentemente criticado de maneira superficial – é, na prática, um laboratório vivo da transição para uma nova economia, que respeita a biodiversidade, promove a inclusão social e gera valor de forma perene.

Ao apresentar projetos certificados pelo selo ZFM + ESG, promover iniciativas de créditos de carbono industriais, mostrar ações de conservação e programas de impacto social, as empresas reforçarão o protagonismo da Amazônia como parte da solução para a crise climática – e não como uma vítima passiva do subdesenvolvimento ou da degradação.

Um legado em construção

O esforço coletivo liderado pelo empresariado da ZFM, com apoio do CIEAM e de seus fóruns ESG, e sob inspiração institucional da SUFRAMA, traduz uma visão madura e corajosa: a de que a industrialização sustentável é a chave para a proteção efetiva da Amazônia. Sem abrir mão do progresso econômico, sem mitificar a floresta como objeto intocável, mas reconhecendo a necessidade de desenvolver novas bases produtivas para a região.

Este é o legado que está sendo construído – e que, na COP30, será apresentado ao mundo como exemplo de compromisso, inovação e responsabilidade.

Rildo Silva
Rildo Silva
Rildo Silva é empresário e conselheiro da FIEAM e do CIEAM e membro da comissão ESG da indústria

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