Tecnologia permite comunicação a portador de ELA avançada

Perda progressiva das capacidades motoras causa paralisia completa em doentes; a inovação pode representar qualidade de vida aos enfermos

Pesquisadores conseguem fazer portador da síndrome do encarceramento – estágio avançado da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) – se comunicar a partir de implante de eletrodos no cérebro e uma interface ortográfica computadorizada. Nesta edição da coluna Minuto do Cérebro, o professor Octávio Pontes Neto comenta os resultados do estudo, publicado pela Nature Communications, mostrando o sucesso dos testes com o dispositivo que capta atividade elétrica cerebral e é transformado em algoritmo computacional por um sistema ortográfico de comunicação.

Através da tecnologia, um indivíduo com ELA, de 36 anos, pôde se comunicar, inclusive, com sua família. Sobre esses resultados, Pontes Neto acredita que, “se a tecnologia passar por todos os testes, ela pode ser considerada um avanço importante na qualidade de vida dos pacientes”.  

É que a ELA é uma doença degenerativa progressiva sem cura, caracterizada pela perda e morte dos neurônios motores, responsáveis pela inervação e comando dos músculos voluntários. Os sintomas da doença, informa o professor, são quadros de fraqueza muscular, atrofia, espasmos, rigidez, dificuldade de fala, de deambulação, de deglutição e de respiração. Em estágio avançado, conta que os sintomas se agravam e ocorre a síndrome do encarceramento, com “o paciente considerado preso dentro do próprio corpo”.

A causa da doença ainda é desconhecida e “cerca de 5% a 10% dos casos carregam herança genética”, diz o professor. Além disso, acrescenta, o tempo de vida dos diagnosticados com ELA costuma ser de apenas cinco anos após a descoberta do problema.

Fonte: Jornal da USP

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

O falso pacto federativo no impacto da arrogância sudestina

A ofensiva judicial da FIESP contra a Zona Franca de Manaus expõe mais do que um embate tributário. Revela a dificuldade histórica de parte do Brasil em aceitar qualquer redistribuição de competitividade, riqueza e protagonismo econômico fora do eixo tradicional de poder.

A disputa pela Amazônia industrial

O ataque à Zona Franca de Manaus revela uma...

Segurança alimentar na Amazônia está sendo impactada pelas mudanças climáticas

Estudo mostra como mudanças climáticas e poluição afetam peixes e ameaçam a segurança alimentar na Amazônia.

Mudanças climáticas podem reduzir qualidade nutricional da soja, diz estudo

Mudanças climáticas podem aumentar a produção de soja, mas reduzir proteína e amido, afetando a qualidade nutricional do grão.

Desmatamento na Mata Atlântica recua 40% e atinge menor marca histórica

Desmatamento na Mata Atlântica cai ao menor nível em 40 anos, mas perdas seguem concentradas em cinco estados e ainda pressionam o bioma.