Designer cria material substituto do plástico a partir da casca da cebola

Pensando no problema da enorme quantidade de plásticos no meio ambiente, a designer Ranuka Ramanujam criou uma alternativa com base na casca de cebola

Mais uma alternativa às embalagens plásticas feita com resíduos alimentares está em desenvolvimento. Desta vez, o material foi composto com casca de cebola, um resíduo descartado em abundância tantos em residências como em restaurantes.

O produto de casca de cebola foi criado pela designer têxtil Renuka Ramanujam do Studio Mudra, que antes já havia testado um corante de tecido à base de cebola. “As pessoas usam a cebola para tingir tecidos há muito tempo, mas não necessariamente em nível industrial”, afirmou à Press and Journal.

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O resultado é um material resistente e impermeável. | Foto: Divulgação

Batizado de Huid, a elaboração do novo material contou com técnicas de gastronomia molecular e, além dos resíduos de cascas de cebola, foi também usado um adesivo natural à base de caseína.

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O resultado é um material resistente e impermeável. A casca da cebola contém compostos antibacterianos e antioxidantes – tanto que seu chá costuma ser recomendado por suas propriedades fitoterápicas. No caso da função antioxidante, o benefício é retardar o processo de oxigenação que faz com que os alimentos estraguem, isso torna o produto final da designer especialmente útil para embalagens de alimentos, prolongando o prazo de validade de perecíveis, como frutas e legumes.

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Um jovem designer desenvolveu um material de casca de cebola que pode substituir o plástico de uso único. | Foto: Divulgação

Entre tantos materiais orgânicos já testados, a escolha de Renuka se apoia em alguns fatos: somente no Reino Unido, 66 mil toneladas de resíduos de cebola são geradas anualmente; o descarte de resíduos de cebola tem um alto custo (no Reino Unido, equivale a 23 milhões de libras por ano) e, atualmente, não há aplicação comercial para cascas de cebola. Por fim, as cebolas são cultivadas e consumidas em cozinhas em todo o mundo, logo a solução circular, idealmente, pode ser adotada em escala global.

Morando atualmente em Oban, na Escócia, Renuka ganhou recentemente o prêmio Scottish Edge de 10 mil libras e o prêmio Young Innovator de 5 mil libras para ajudar a desenvolver ainda mais o material alternativo ao plástico. Com a crescente preocupação quanto ao uso e descarte de plásticos descartáveis, tem também aumentado os estímulos para o desenvolvimento de inovações que possam substituir o material que tanto demora a se decompor. Renuka também está em busca de investimentos para financiar um protótipo de processo de modelagem 3D para o material.

O primeiro produto que a designer espera lançar é uma caixinha para guardar cogumelos ou uvas.

Fonte: CicloVivo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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