Sob expectativa de novo plano econômico chinês, EUA tentam separar divergências políticas da agenda climática

O governo da China deve apresentar hoje (5/3) seu plano quinquenal para o desenvolvimento econômico entre 2021 e 2025. Esse documento é a base da estratégia econômica chinesa, estabelecendo os objetivos e as ações a serem implementadas nos próximos cinco anos. Exatamente por essa razão, o plano está sendo aguardado com ansiedade, já que Pequim deve tomar para atingir a neutralidade do carbono até 2060, prometida pelo presidente Xi Jinping no ano passado.

A China é a maior emissora mundial de gases de efeito estufa. Isso significa que qualquer esperança de que a humanidade consiga conter o aquecimento do planeta e a mudança do clima passa pela economia chinesa, ressaltou o Guardian. O South China Morning Post também destacou esse recorte, assinalando também que o novo compromisso da China para o Acordo de Paris deve ser definido a partir dos termos do novo plano quinquenal. Ao mesmo tempo, como a BBC apontou, o governo chinês flexibilizou restrições à indústria do carvão e impulsionou a geração elétrica por esse combustível fóssil no último ano, na esteira do desaquecimento econômico causado pela pandemia. Assim, uma das dúvidas é qual será o papel do carvão dentro do novo plano e de que maneira ele pode interferir nos objetivos climáticos do país.

Os Estados Unidos estão entre aqueles que aguardam pelo plano econômico chinês. A expectativa em Washington é de que as promessas de recuperação verde impulsionadas pelo governo Biden incentivem a China a assumir metas e ações mais ambiciosas pelo clima. Ao mesmo tempo, os norte-americanos querem isolar a questão climática do resto da tensa e complexa agenda bilateral com os chineses. Associated Press e Bloomberg destacaram os esforços do enviado especial dos EUA para o clima, John Kerry, em separar a discussão em torno da ação climática de outros tópicos espinhosos, como a situação de Hong Kong e as tensões no Mar da China. Como a Reuters apontou, a própria estratégia de segurança nacional da nova Casa Branca deixa claro que os EUA enxergam na China não apenas um parceiro para o esforço climático, mas também um adversário poderoso no tabuleiro geopolítico global.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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