Um bate-boca entre representantes do governo federal e da oposição ruralista na distante Pequim mostrou como a questão do desmatamento ainda mancha a imagem...
Os preços da energia saltaram para máximas recordes nas últimas semanas devido à escassez na Ásia, Europa e Estados Unidos, com expectativa de crise na China.
Nesse contexto, a insensatez do imperativo da desindustrialização, à exceção da agroindústria das commodities brasileiras, se torna clara. Nós conquistaríamos prioridade na oferta de alimentos, em compensação vamos ajudar a resgatar a cadeia asiática de suprimentos em todo seu esplendor mandarim. Em tempo, a inserção da Bioeconomia, pelo que está escrito no Plano Diretor da Embrapa para 20/30, será pinçada sempre e quando desenvolver sua inovação nanobiotecnológica voltada para o bioma cerrado. Não para o imensurável banco de germoplasma da Amazônia. É o que está acordado.
Os Estados Unidos estão entre aqueles que aguardam pelo plano econômico chinês. A expectativa em Washington é de que as promessas de recuperação verde impulsionadas pelo governo Biden incentivem a China a assumir metas e ações mais ambiciosas pelo clima.
Desmatamento na Amazônia: estimativa aponta perda de 690 mil árvores a mais por dia sob Bolsonaro do que nos três primeiros anos do atual governo Lula.
Com a disputa comercial entre Canadá e Estados Unidos de volta e mais quente do que nunca, a origem do produto passou a pesar mais que o preço, e o varejo já redesenhou a prateleira. O que isso ensina a quem vende com a Amazônia no rótulo?