Senado aprova criação de programa de compensação por serviços ambientais

Em votação simbólica, o Senado aprovou na 4ª feira (16/12) o Projeto de Lei 312/2015 que institui Política Nacional de Pagamentos por Serviços Ambientais. A proposta prevê uma remuneração para produtores rurais, indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais que conservarem áreas de preservação ambiental.

A aprovação aconteceu depois de um acordo entre o relator da matéria, o senador Fabiano Contarato (ES) e representantes da bancada ruralista no Congresso Nacional. Como o PL sofreu alterações no Senado, ele retornará à Câmara dos Deputados para análise e votação.

Pela proposta, será criado um programa nacional, com cadastro dos projetos candidatos ao recebimento de recursos. Os pagamentos podem ser feitos para populações em áreas rurais e urbanas, priorizando integrantes de comunidades tradicionais, povos indígenas e agricultores familiares. Poderão ser contempladas pelo programa áreas com cobertura vegetal nativa, ou aquelas que passam por restauração ambiental, além de Unidades de Conservação, Terras Indígenas, Territórios Quilombolas e outras áreas ocupadas por Populações Tradicionais.

O pagamento será feito através de repasses financeiros ou por meio de formas alternativas de remuneração, como prestação de melhorias sociais, compensação vinculada a certificado de redução de emissões por desmatamento e degradação, entre outras.

Produtores descumpridores de termos de conduta ou de áreas embargadas por órgãos ambientais não poderão participar do programa.

Agência BrasilCongresso em FocoFolhaG1O Globo e Valor deram mais detalhes.

Em tempo: Uma análise do Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC) sobre o Programa Piloto Floresta+ mostra que os recursos que deveriam ser destinados para o pagamento por serviços ambientais para agricultores familiares, indígenas e comunidades tradicionais para ajudar na proteção da Amazônia poderão ser usados para fins totalmente opostos. Isso porque o Programa-Piloto, fundamentado pela Estratégia Nacional de REDD+, acabou sendo incluído dentro de um programa mais amplo de criação de um mercado voluntário de créditos de carbono de floresta nativa (o Programa Floresta + Carbono), que prevê remuneração a todos os produtores rurais, inclusive aqueles que historicamente desmataram a floresta e que foram em parte “perdoados” com a mudança do Código Florestal. Essa confusão institucional, que mistura REDD+ e mercado de carbono, permitiria que aqueles que desmataram ilegalmente suas propriedades possam compensar comprando créditos de carbono florestal de quem protegeu. O Valor abordou o estudo.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Escutar para acolher e servir

Escutar as pessoas. Escutar as comunidades. Escutar os servidores....

Quando Manaus cresce, São Paulo fatura

A expansão da Zona Franca não retira empregos do Sudeste. Muito pelo contrario. Amplia encomendas para a indústria paulista, fortalece a segurança hídrica do agronegócio e preserva a floresta que abastece de chuva os reservatórios brasileiros.

Primeiro leilão de baterias impulsiona indústria nacional e geração renovável

Leilão de baterias prioriza indústria nacional e projetos em MG e no Nordeste para ampliar armazenamento de energia limpa no Brasil.

Folclore amazônico revela como lendas ajudam a proteger a biodiversidade 

Folclore amazônico revela como lendas sobre rios, florestas e animais ensinam limites, preservação da biodiversidade e respeito à natureza.

PARA A ABRACICLO, O MAIO AMARELO É PROGRAMA DO ANO INTEIRO, DA VIDA INTEIRA

Para a entidade Abraciclo, representante de um setor fabril...