Sem justiça racial, não haverá justiça ambiental

As periferias brasileiras são um exemplo notável de como o racismo ambiental se desenrola. O crescimento desenfreado das cidades e a marginalização crescente por parte do poder público impõem à população pobre – composta majoritariamente por cidadãos negros e de outras minorias raciais – condições de habitação e sobrevivência muito precárias, ficando particularmente vulnerável a problemas como poluição atmosférica, contaminação de solo e água potável, enchentes e deslizamentos de terras, além da proliferação de doenças dos mais diversos tipos. A intensificação da crise climática, com a incidência cada vez maior de eventos climáticos extremos, pressionará ainda mais estas áreas, ampliando o risco das comunidades que ali vivem.

Para saber mais sobre racismo ambiental, vale ler o artigo recente de Amanda da Cruz Costa na Agência Jovem de Notícias. “Pautar essa temática é evidenciar as injustiças ambientais pelas quais os povos vulneráveis são submetidos. Regiões indígenas não demarcadas, favelas com alto risco de deslizamento de terra, lixões e áreas urbanas não atendidas por saneamento básico são exemplos característicos da opressão contra grupos minoritários”, explica. Outra sugestão é o artigo publicado por O Mundo Que Queremos no site do Climatempo, que faz uma explicação mais didática do termo e de suas repercussões. Vale também ouvir 6º episódio do podcast Conversa de Portão (UOL Ecoa), no qual a bióloga Gabriela Trindade fala sobre esse tema.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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