Sem brigadistas, 60% das Terras Indígenas sofrem com mais de 100 mil focos de incêndio em 2020

Um levantamento da Global Forest Watch para a Repórter Brasil revelou uma situação dramática nas Terras Indígenas (TI) espalhadas pelo Brasil: de 1º de janeiro até 29 de outubro, elas registraram mais de 115 mil focos de incêndio, sendo as TIs do Xingu (MT), Parque do Araguaia (TO) e Kayapó (PA) as mais atingidas. De todas as 724 TIs analisadas, 448 (61%) foram atingidas pelo fogo em 2020.

O avanço das chamas acaba engolindo florestas e aldeias, indefesas e ignoradas pelo poder público. A reportagem destacou a inação da Funai no cumprimento de sua missão legal de proteger os direitos e a integridade dos Povos Indígenas brasileiros. A falta de recursos e de ações preventivas também aflige essas áreas, sendo que muitas delas contam apenas com poucos brigadistas indígenas, que combatem o fogo mesmo sem ter condições ideais para isso. A Folha também divulgou esses dados.

Em tempo: O Tribunal de Contas da União (TCU) deu prazo de 90 dias para que o ministério do meio ambiente, o Ibama e o ICMBio prestem esclarecimentos sobre o uso de retardante químico de chamas em ações contra queimadas no Pantanal e no Cerrado – em particular, sobre eventuais impactos desse produto sobre o meio ambiente e a saúde pública. Estadão deu mais detalhes.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Quando Manaus cresce, São Paulo fatura

A expansão da Zona Franca não retira empregos do Sudeste. Muito pelo contrario. Amplia encomendas para a indústria paulista, fortalece a segurança hídrica do agronegócio e preserva a floresta que abastece de chuva os reservatórios brasileiros.

Primeiro leilão de baterias impulsiona indústria nacional e geração renovável

Leilão de baterias prioriza indústria nacional e projetos em MG e no Nordeste para ampliar armazenamento de energia limpa no Brasil.

Folclore amazônico revela como lendas ajudam a proteger a biodiversidade 

Folclore amazônico revela como lendas sobre rios, florestas e animais ensinam limites, preservação da biodiversidade e respeito à natureza.

PARA A ABRACICLO, O MAIO AMARELO É PROGRAMA DO ANO INTEIRO, DA VIDA INTEIRA

Para a entidade Abraciclo, representante de um setor fabril...

Biotecnologia na Amazônia: sem articulação, o potencial não vira poder

"Não existe tecnologia sem ciência, sem prática e sem...