Nos últimos quatro mais, mais de 900 animais silvestres já foram repatriados por meio de trabalhos da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente
A repatriação de animais tem sido o foco de um dos trabalhos da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo. Com o objetivo de combater a remoção ilegal de animais silvestres, o órgão já repatriou mais de 900 animais nos últimos quatro anos, devolvendo-os com segurança e condições adequadas de sobrevivência ao seu habitat natural.
A repatriação é o processo de transporte de animais de volta ao seu país ou habitat de origem, geralmente após apreensões relacionadas ao tráfico de fauna, resgates ou deslocamentos indevidos. O procedimento segue protocolos sanitários, logísticos e legais rigorosos para assegurar tanto o bem-estar dos animais quanto a preservação ambiental.

Após o processo de resgate dos animais, vindos do comércio ilegal, de cativeiros irregulares e situações de maus-tratos, cada animal resgatado passa por um processo de recuperação individual, e nem todos podem ser reintroduzidos na natureza. Aqueles que sofrem ferimentos graves, como queimaduras severas ou perda de visão, permanecem sob cuidados permanentes, enquanto os aptos são repatriados.
Triagem dos animais silvestres
Na triagem inicial, os especialistas realizam a identificação da espécie, avaliam a origem e histórico do animal e, em seguida, conduzem uma avaliação clínica detalhada. O tratamento pode incluir cuidados com ferimentos, administração de medicamentos e até cirurgias.

O Centro de Manejo e Conservação de Animais (CeMaCAS) conta ainda com um laboratório especializado em análises clínicas de animais silvestres, onde são realizados exames detalhados para um diagnóstico completo e preciso de cada caso.
Após os cuidados, os animais recuperados são encaminhados para sua região de origem e soltos pelos profissionais.
