Redução do IPI: novo decreto confirma corte de 25%

Para especialista, publicação acaba com as dúvidas a respeito da aplicação da nova alíquota

Um novo decreto publicado pelo governo na quinta-feira (14) confirma a redução de 25% da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que valerá para quase todos os produtos a partir de 1º de maio. Produtos como o cigarro não tiveram redução. 

O Planalto informou que a publicação do decreto busca adequar a tabela do IPI, “promovendo a manutenção da redução geral da alíquota do IPI em 25% para a maioria dos produtos”. A medida abarca quase todos os produtos industrializados. Um exemplo de itens que terão o imposto reduzido são os eletrodomésticos da linha branca como geladeiras, freezers, fogões e máquinas de lavar. Automóveis também serão beneficiados pela redução, ainda que para alguns tipos o corte na alíquota foi um pouco menor, de 18,5%.

De acordo com Raíssa de Almeida, advogada tributarista e sócia do Schuch Advogados, a edição de sucessivos decretos ao longo dos últimos meses causaram confusão e trouxeram insegurança aos contribuintes. 

“O novo decreto nada mais fez do que sanar a dúvida existente a respeito da aplicação da redução de 25% às alíquotas de IPI da quase totalidade dos produtos industrializados a partir de 1º de maio de 2022, confirmando as alíquotas minoradas”, afirma. 

Este corte de 25% das alíquotas foi anunciado em fevereiro e a iniciativa foi definida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, como um marco na reindustrialização do país. O corte vale para o imposto sobre bebidas e armas. Apenas o tributo sobre o cigarro não foi diminuído.

O governo estima que esse corte no imposto vai reduzir a arrecadação em cerca de R$ 20 bilhões. Como a receita com o IPI é compartilhada com estados e municípios, parte dessa fatura será paga pelos governos locais. 

Inicialmente,  Guedes chegou a anunciar uma ampliação desse corte, passando para 33% a redução da alíquota do IPI.  O governo descartou, por ora, esse novo corte . O motivo é que, para o governo, houve uma quebra de acordo com alguns parlamentares.

Fonte: Ig Economia

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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