Iniciativa investe até R$10 milhões em resiliência climática no RS

O programa busca projetos que fortaleçam municípios costeiros e áreas impactadas por enchentes e deslizamentos, desenvolvendo a resiliência climática do estado

Com o objetivo de apoiar a reconstrução do Rio Grande do Sul após os impactos das chuvas e enchentes no último ano, a nova Chamada da Teia de Soluções destinará até R$ 10 milhões para fortalecer municípios costeiros e áreas impactadas por eventos climáticos extremos, como enchentes e deslizamentos, ocorridos no primeiro semestre de 2024. O processo, que está com as inscrições abertas até 21 de março de 2025, busca projetos práticos e inovadores com potencial de escala, focando na segurança hídrica e resiliência costeiro-marinha do estado.

A iniciativa é uma parceria entre a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS), o RegeneraRS e a Fundação Araucária (FA), com o apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI).

Enchentes na Espanha já causaram 205 mortes, mais do que a tragédia no RS
Registro das enchentes no RS | Foto: Reprodução/TV Globo

A Chamada é voltada a empresas, organizações da sociedade civil, universidades e outros setores com soluções práticas e inovadoras que adotem Soluções Baseadas na Natureza (SBN) como estratégia central, fortalecendo a capacidade de resposta aos impactos das mudanças climáticas no Rio Grande do Sul.

Os projetos devem atender à realidade local e se enquadrar em um dos dois desafios propostos: “Adaptação Climática em Ação: Natureza como Aliada” e “Ciência para a Adaptação Climática: Desvendando o Potencial da Natureza”. Ao final do processo, os melhores receberão o apoio financeiro para serem colocados em prática e terão entre 12 e 24 meses para serem executados a partir da finalização da Chamada. A participação é gratuita.

Rio Grande do Sul 1 Foto LAURO ALVES SECOM 1
foto: Lauro Alves/SECOM

“A natureza é a solução. A implementação de projetos que usam Soluções Baseadas na Natureza para promover a adaptação às mudanças climáticas são fundamentais não apenas no Rio Grande do Sul, mas em todas as regiões do país”, ressalta Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário.

Isadora Noronha Pereira
Isadora Noronha Pereira
Jornalista e estudante de Publicidade com experiência em revista impressa e portais digitais. Atualmente, escreve notícias sobre temas diversos ligados ao meio ambiente, sustentabilidade e desenvolvimento sustentável no Brasil Amazônia Agora.

Artigos Relacionados

Água em risco: como a poluição ameaça a vida nos rios do planeta e o que pode ser feito agora

Com a maior rede hidrográfica do planeta e uma biodiversidade aquática extraordinária, o país está no centro desse debate. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios conhecidos: saneamento insuficiente, poluição por mineração, expansão agrícola e impactos das mudanças climáticas. A Amazônia, por exemplo, já apresenta sinais de contaminação por plásticos e outros poluentes, evidenciando que nem mesmo regiões consideradas remotas estão imunes

Terras raras no Brasil entram no centro da disputa por soberania nacional

Terras raras no Brasil entram na disputa global, com Lula defendendo soberania mineral diante de pressões externas e impactos ambientais.

Mineração sustentável é possível? Transição energética expõe dilema

Mineração sustentável é possível? Avanços tecnológicos enfrentam limites ambientais, pressão sobre ecossistemas e desafios da transição energética.

O mundo mudou — e a Amazônia precisa reagir antes de ser empurrada

Entrevista | Denis Minev ao Brasil Amazônia Agora Empresário à...