Programas de Pós-Graduação recebem 10% a mais de bolsas da Capes em 2021

A Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou, no último dia 12 de fevereiro, a portaria nº 28, que dispõe sobre os critérios para distribuição de bolsas no âmbito do Programa de Demanda Social (DS) e de bolsas e auxílios para pagamento de taxas escolares no âmbito do Programa de Excelência Acadêmica (Proex), referente ao período de março de 2021 a fevereiro de 2022.

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Carlos Gilberto Carlotti Junior – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Nesta distribuição, a USP recebeu 427 bolsas de Mestrado e de Doutorado a mais do que no ano de 2020, totalizando atualmente mais de 7 mil bolsas financiadas pela Capes na Universidade. “O sistema nacional de Pós-Graduação reconhece que a USP tem sido historicamente subfinanciada, pois, no ano passado, recebemos cerca de 300 bolsas e, neste ano, 427. Mesmo em ano de pandemia e com problemas no financiamento da Capes, conseguimos aumentar nossas bolsas em mais de 10%”, avalia o pró-reitor de Pós-Graduação, Carlos Gilberto Carlotti Junior.

Carlotti considera que, no geral da distribuição em todo o País, o cálculo para a concessão das bolsas corrigiu distorções de anos anteriores. “Para o cálculo das bolsas, os intervalos do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da cidade na qual o curso é ofertado e a Titulação Média do Curso foram diminuídos. Portanto, as diferenças foram suavizadas, corrigindo distorções principalmente para programas com números maiores de defesas. A qualidade dos programas foi mais considerada que o número de titulados, portanto, para ter mais bolsas, o programa precisa melhorar sua avaliação e não artificialmente alterar seu tamanho”, explica.

Outra diferença em relação ao ano passado, segundo Carlotti, foi a forma da distribuição que passou a ser baseada em dados das diferentes 49 áreas de avaliação da Capes e não somente em três grandes áreas. “O número total de bolsas para a USP continuou a subir e as distorções internas diminuíram de forma significante. Portanto, entendo que a distribuição de 2021 foi melhor que a de 2020. Ressalto o trabalho que a USP realizou durante o ano de 2020 através de sugestões para a Capes que foram parcialmente aceitas pela agência. A suavização e o maior número de intervalos no IDHM e no número de bolsistas foram destacados nas sugestões da USP”, afirma.

“É importante que os programas tenham a certeza que os esforços realizados para obter maior qualidade na formação de alunos sejam recompensados com maior financiamento”, destaca Carlotti.

Assista, a seguir, ao vídeo em que o pró-reitor explica como foi feita a distribuição das bolsas da Capes para 2021 na USP.

Fonte: Jornal da USP

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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