Pequenos jardins urbanos garantem alimentos para abelhas

Seu jardim pode ajudar a alimentar as abelhas! Estudo reforça importância de pequenas áreas verdes para polinizadores

A importância de áreas verdes é reforçado em um novo estudo realizado pela Universidade de Bristol, na Inglaterra. Cientistas descobriram que os jardins urbanos são vitais para fornecer suprimento contínuo de néctar para polinizadores. E o ponto de destaque: este fato independe do tamanho do jardim.

O estudante de doutorado Nick Tew, da Escola de Ciências Biológicas, explica que a pesquisa mediu a quantidade de néctar produzida pelas flores em 59 jardins residenciais na cidade de Bristol.

“Descobrimos que as hortas individuais variam tanto na quantidade de comida que fornecem quanto em quando a fornecem durante o ano. No entanto, como os polinizadores voadores, como as abelhas, podem visitar muitos jardins diferentes, é provável que encontrem comida em bairros residenciais sempre que precisarem”, afirma Tew.

Ou seja, as ações de muitos “jardineiros independentes” resultam em um fornecimento estável e diversificado de alimentos para os polinizadores.

Há quem acredite que ações individuais não valham de nada, porém este estudo aponta que estimular os pequenos plantios deve fazer parte das estratégias das cidades comprometidas em reverter o estágio de declínio dos polinizadores e suas terríveis consequências.

“Sabíamos que os jardins eram habitats importantes para os polinizadores do Reino Unido, fornecendo 85% do açúcar de néctar em paisagens urbanas e uma grande diversidade de plantas com flores. No entanto, não sabíamos como a produção de néctar variava entre jardins individuais ou ao longo dos meses do ano. É particularmente importante entender a variação de jardim para jardim para aconselhar a melhor forma de gerenciar coletivamente nossos jardins para polinizadores”, explica o estudante de doutorado.

Tamanho não importa

O estudo constatou que o açúcar do néctar, ao longo do ano, varia de de 2g a 1,7kg entre os jardins. Ao contrário do que se possa imaginar, o que muda entre uma e outra não é o tamanho do jardim e sim as escolhas de plantio.

“TODOS TÊM O POTENCIAL DE AJUDAR OS POLINIZADORES DE MANEIRA SIGNIFICATIVA. ALGUNS JARDINS FORNECEM CENTENAS DE VEZES MENOS COMIDA DO QUE OUTRAS, DEPENDENDO DO QUE AS PESSOAS ESCOLHEM PLANTAR, CAPINAR, PODAR OU CEIFAR”

Nick Tew, estudante de doutorado.

Criar grandes infraestruturas verdes é importante para que a população urbana possa usufruir, entretanto para os polinizadores uma pequena área cheia de flores pode ser suficiente. Mais vale, para os insetos, a diversidade de flores do que o tamanho do jardim.

O estudo foi publicado, em inglês, no Journal of Applied Ecology.

Trazendo o verde para dentro

Morar no campo ou simplesmente ter uma casa ampla com quintal no interior é o sonho de muitas pessoas que vivem na intensidade das grandes cidades. Ainda que a tranquilidade não seja inerente à moradia no interior, é legítimo o desejo por um ar mais puro e de mais contato com ambientes naturais.

Para outros tantos, amantes da vida cosmopolita, ter acesso a parques e áreas verdes já é suficiente para seu estilo de vida. O problema é que regiões com mais infraestrutura verde costumam ser também mais caras.

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Foto: Ketut Sublyanto | Pexels

Há inúmeros motivos para os dois grupos não conseguirem saciar seus desejos e muitos deles podem ser resumidos no fato de que se 70% dos brasileiros ganham até dois salários mínimos por mês (segundo dados do IBGE), fica difícil ter grandes possibilidades de escolher onde e como morar.

O que está ao alcance para melhorar esta realidade é trazer a natureza para mais perto. Mesmo pequenos espaços podem e merecem virar áreas de cultivo. Plantar pode ser terapêutico e auxiliar na saúde mental.

Fonte: CicloVivo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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