Pantanal e Amazônia, agosto de 2020: burn baby burn

Agosto fez jus à fama, pelo menos para as florestas brasileiras. De acordo com o INPE, a Amazônia registrou 29.307 focos de calor (queimadas) no mês passado, o 2º pior resultado para o mês em dez anos. Ficou atrás apenas de agosto de 2019, quando a floresta registrou 30.900 focos de incêndio. O Pantanal também teve seu 2º pior agosto da história recente, com 5.935 focos de calor detectados pelo INPE, número 3,5 vezes maior que o de agosto passado.

No caso da Amazônia, os resultados de agosto são mais um balde de água fria para as Forças Armadas, que estão presentes na região desde maio exatamente com o objetivo de combater as queimadas e coibir o desmatamento ilegal.

Para o Observatório do Clima (OC), “os dados confirmam o fracasso da cara e mal planejada operação das Forças Armadas instituída na Amazônia pelo governo Bolsonaro como substituta de um plano de combate ao desmatamento”. Em nota, o OC lembrou também que, com base nessas informações e nos dados sobre desmatamento no último ano, o Brasil caminha para ser o único dos grandes emissores globais de carbono a aumentar suas emissões durante a pandemia, afastando-se também da meta definida pelo país para o Acordo de Paris.

O Pantanal viveu seu 2º mês seguido com grandes números de queimadas. Com a continuidade da forte seca que atinge a região, a mais intensa em 47 anos, a expectativa é que os incêndios sigam consumindo a vegetação ressecada. No Mato Grosso, a fumaça decorrente das queimadas continua cobrindo o céu da capital, Cuiabá. Na última 2ª feira (31/8), moradores da cidade compartilharam imagens nas redes sociais que mostravam a densidade da fumaça, que prejudicou a visibilidade ao longo do dia.

Estadão, G1 e UOL repercutiram os dados recentes do INPE sobre as queimadas.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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