Novo grupo da USP estuda como superar impacto da pandemia na educação pública

Grupo da Faculdade de Educação da USP atuará aliando análises, pesquisas e produção de conteúdo para pautar o debate público em torno da educação e propor soluções que diminuam a desigualdade educacional

O fechamento de escolas durante a pandemia impactou a educação de todos os países. Naqueles que já apresentavam uma grande desigualdade educacional, como o Brasil, os efeitos negativos atingiram ainda mais os estudantes pertencentes a grupos socioeconômicos mais vulneráveis que utilizam o sistema público de ensino.

Foi pensando nesse contexto que professores, pesquisadores, alunos e funcionários da Faculdade de Educação (FE) da USP se uniram para compreender a situação das escolas públicas, analisar o que o governo tem feito para superar a crise e pensar caminhos para que o ensino público seja prioridade na busca pela igualdade social. Com a participação de Marcos Garcia Neira, diretor da FE, e coordenação do professor Vinício de Macedo Santos, eles criaram o Grupo de Trabalho em Defesa da Escola Pública, lançado no dia 16 de junho num encontro on-line que teve a participação do pensador português António Nóvoa, da Universidade de Lisboa, defensor da educação pública.

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Marcos Neira e Vinício Macedo, do GT em Defesa da Escola Pública – Foto: Arquivo pessoal e USP Imagens

“O poder público não deu conta de atender a população nas suas necessidades básicas de subsistência e de educação e por isso o objetivo desse GT é encontrar caminhos e valorizar os esforços que os professores da educação básica têm feito”, disse Neira durante o evento de lançamento.

Macedo também destaca que o momento de pandemia nos coloca em posição de interrogar as práticas, pesquisas e teorias sobre o que fazer com uma situação que se projeta com consequências irreparáveis. “Isso faz com que nós nos perguntemos o que é possível fazer e como reagirmos a essa situação que caracteriza uma crise enorme sobre a educação e que se sobrepõe a uma crise que já atingia a escola pública”, alerta o coordenador.

Para levantar alternativas, o grupo vai se reunir periodicamente, a cada quinze dias, alternando reuniões gerais com reuniões de subgrupos. Também está prevista uma série de encontros nacionais e internacionais organizados pelo GT para debater as questões mais relevantes no momento.

O Grupo de Trabalho, que já possui mais de 40 membros, entre eles pesquisadoras como Carlota Boto, Teresa Cristina Rego e Jaime Cordeiro, atuará em quatro frentes buscando pautar o debate público. Numa primeira frente, propõe analisar os desdobramentos da situação da pandemia e as propostas de políticas públicas emergenciais, e também de curto e médio prazo, sugerindo alternativas e buscando alertar a sociedade para os problemas e as vantagens dessas medidas.

Em outra ação, o objetivo é reunir num grande repositório documentos, informações e projetos que tragam alternativas para a resolução dos problemas da escola. Nesse sentido, o grupo também vai atuar divulgando estudos de pesquisadores da área de educação da USP em colaboração com agentes das diversas redes públicas de ensino, para a discussão e oferta de soluções para as principais questões educacionais.

A produção de conteúdos voltada para meios digitais de grande alcance, como as redes sociais, também será prioridade do grupo, que pretende produzir a veiculação de vídeos, áudios, textos e imagens que ampliem o alcance das propostas e motivem o debate público.

Acompanhe as atividades do grupo no site: emdefesadaescolapublica.fe.usp.br

Confira o vídeo de lançamento do Grupo de Trabalho em Defesa da Escola Pública:

Fonte: Jornal da USP

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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