Na Amazônia, São Félix do Xingu emite mais carbono que o Chile inteiro

Os dez municípios brasileiros que mais emitiram carbono em 2018 totalizaram 172 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO2e) – um volume superior às emissões de países inteiros, como Peru, Bélgica e Filipinas. O dado foi destacado pelo SEEG Municípios, uma iniciativa inédita do Observatório do Clima que calculou as emissões de carbono de todos os 5.570 municípios brasileiros entre os anos de 2000 e 2018, cobrindo de mais uma centena de fontes de emissões nos setores de energia, transporte, indústria, agropecuária, tratamento de resíduos e mudança de uso da terra e florestas.

Como Carolina Dantas destacou no G1, do top 10 de municípios que mais emitiram carbono em 2018, sete estão localizados na Amazônia. Os três que lideram esse ranking – São Félix do Xingu e Altamira (PA), e Porto Velho (RO) – são os mesmos que registraram as maiores taxas de desmatamento nos últimos dois anos. Só o município com mais emissões de carbono do Brasil, São Félix do Xingu, foi responsável por quase 30 milhões de tCO2e; se fosse um país, ele seria o 111º do mundo em emissões, à frente de Uruguai, Noruega, Chile, Croácia, Costa Rica e Panamá. Daniela Chiaretti, no Valor, e Mariana Grilli, no Globo Rural, repercutiram esse dado.

Completam a lista dos dez municípios com mais emissões de carbono São Paulo (SP), Pacajá (PA), Colniza (MT), Lábrea (AM), Novo Repartimento (PA), Rio de Janeiro (RJ) e Serra (ES). Se o desmatamento é o principal responsável pelas emissões nos municípios amazônicos, o setor de energia (em especial, os transportes) se destaca como o principal fator de emissão nas grandes cidades, principalmente nas capitais. Outra fonte de emissões nas regiões urbanas do país é a de tratamento de resíduos. O Globo e Projeto Colabora também repercutiram os dados do SEEG Municípios.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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