Mineração, morte, corrupção e miséria no Amapá

Agência Pública mostrou o drama vivido por trabalhadores de um empreendimento de mineração no município de Pedra Branca do Amapari, no Amapá. Em 2013, o desabamento de uma estrutura no porto de Santana, utilizado pela mineradora Anglo American (então proprietária da planta), deixou seis funcionários mortos e prejudicou toda a economia local. Sete anos depois, familiares das vítimas e ex-colaboradores lutam na justiça por indenizações, sem sucesso.

A operação em Pedra Branca do Amapari, que extraía minério de ferro,  teve início no final dos anos 2000, com o empresário Eike Batista. Pouco tempo depois, a mina foi vendida para a Anglo American por US$ 5,5 bilhões. No entanto, meses após o acidente, a mineradora repassou a planta para a indiana Zamin Ferrous, que acabou encerrando os trabalhos em 2014 por problemas financeiros. Segundo familiares dos funcionários mortos, a Anglo American tentou ocultar as circunstâncias do desabamento. O Ministério Público Federal e do Amapá entrou na justiça exigindo ressarcimento adequado às famílias, além da responsabilização criminal pelo acidente.

Para completar, os procuradores investigam a possibilidade da mineradora Zamin ter pago propina para o então presidente da Assembleia Legislativa do AP, deputado Júnior Favacho, para liberação de uma concessão ferroviária para transportar a produção até o porto de Santana.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

O Brasil descobriu que gerar energia limpa não basta

O primeiro leilão nacional de sistemas de armazenamento marca...

Onda de calor nos EUA pode quebrar mais de 90 recordes nesta semana 

Onda de calor nos EUA pode quebrar mais de 90 recordes, manter noites acima de 27°C, ampliar riscos à saúde e pressionar serviços de emergência.

Eleições na Amazônia 2026: Pará chega às urnas com legado ambiental marcado por avanços e contradições

Pará chega às eleições de 2026 com avanços na bioeconomia, queda recente do desmatamento, mas impasses sobre petróleo e povos indígenas.

Mutirão: a metodologia amazônica para equacionar entraves

A Amazônia desenvolveu, ao longo de séculos, uma tecnologia...