Mercosul dá passo importante para desenvolvimento da biotecnologia

Em viagem à Argentina, a ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, assina memorandos importantes que fortalecem a colaboração biotecnológica no Mercosul, visando eficiência em avaliações e desenvolvimento tecnológico.

Em uma recente visita oficial à Argentina, Luciana Santos, a ministra responsável pela Ciência, Tecnologia e Inovação, formalizou o Memorando de Entendimento que dá origem à ABRE-Bio (Agências de Biossegurança em Rede para Biotecnologia), uma Rede Internacional de Biossegurança para Produtos oriundos da Biotecnologia Moderna.

A proposta, fruto de uma colaboração entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, tem o intuito de implementar processos mais eficientes, econômicos e rápidos para avaliação de risco de organismos geneticamente modificados (OGMs) e determinar o status regulatório de produtos que emergem das New Breeding Technologies (NBTs) e outras inovações em biotecnologia. A iniciativa envolve, além do ministério brasileiro, o Ministério da Economia argentino e os Ministérios de Agricultura e Pecuária de Uruguai e Paraguai.

Mercosul dá passo importante para desenvolvimento da biotecnologia
Foto: Luara Baggi

Um salto pioneiro no Mercosul

“O Mercosul está realmente inovando na avaliação de risco de produtos de biotecnologia avançada. Não vemos nenhuma cooperação similar a esta em outras regiões do globo”, pontuou a ministra Luciana Santos. Ela ainda destacou: “Estamos diante de uma parceria de vanguarda na ciência e tecnologia, contando com os principais cientistas destas nações para conduzir tais avaliações. Esta colaboração entre nossos países em ciência e inovação servirá de referência global”.

Destacando o impacto da iniciativa, Luciana ressaltou que não somente grandes corporações se beneficiarão, mas também empreendedores de menor porte com empresas focadas em tecnologia e produtos inovadores que necessitam de avaliações de risco. “Ao integrar os recursos de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, almejamos otimizar nossos processos de avaliação interna de OGMs e seus subprodutos, proporcionando à sociedade um serviço público de alto padrão e facilitando o acesso a inovações que elevem a qualidade de vida dos cidadãos do Mercosul”, finalizou.

Impulsionando pesquisa e desenvolvimento bilateral

Durante sua estadia na Argentina, outro marco significativo foi a assinatura do Memorando de Entendimento que envolve a Finep, o MINCyT e a agência argentina I+D+i. O documento tem como foco o financiamento de pesquisas e desenvolvimentos de interesse mútuo, além de fomentar a troca de melhores práticas e incentivar mais colaborações em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) entre os dois países.

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A ministra enfatizou a natureza pioneira desse acordo, dando destaque aos temas de Biotecnologia, Nanotecnologia e TICs. “É a primeira vez que temos um acordo desta natureza com a Argentina”, lembrou Luciana Santos. “Os pontos discutidos no acordo refletem nossos históricos esforços de cooperação bilateral, como evidenciado pelo Centro Latino-Americano de Biotecnologia, o Cabbio, e o Centro Brasileiro-Argentino de Nanotecnologia, o CBAN”, explicou.

Com informações do Governo Federal

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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