“Maior apreensão de ouro da história”: PF confisca 47 kg de ouro de garimpo da Amazônia

A Polícia Federal, com o apoio da Polícia Militar, realizou a maior apreensão de ouro da história do Amazonas, confiscando 47 kg avaliados em R$ 15 milhões e prendendo dois homens envolvidos com o garimpo ilegal de ouro da Amazônia.

Na segunda-feira, 11 de abril, a Polícia Federal anunciou um feito notável no Amazonas: a maior apreensão de ouro já registrada no estado. Com a assistência da Polícia Militar, 47 kg de ouro, estimados em 15 milhões de reais e com uma pureza acima de 90%, foram confiscados. Além do ouro, a operação resultou na prisão de dois indivíduos e na apreensão de uma aeronave.

A captura dos dois homens ocorreu no sábado, 9 de abril, em Manaus. Eles transportavam o ouro em um carro quando foram interceptados e atacados por ocupantes de outro veículo, que tentaram roubar o ouro. Apesar da intervenção dos atiradores, a Polícia Militar chegou após a fuga dos mesmos. Os dois homens foram detidos e encaminhados para atendimento médico devido a ferimentos por tiros.

No Gol onde os suspeitos transportavam o ouro, a polícia descobriu vários itens: um carregador de Glock, munições, dispositivos para furar pneus, uma faca, dois celulares, um GPS e 6 mil reais em dinheiro. Essas descobertas levaram a Polícia Federal a concluir que os detidos faziam parte de um grupo criminoso especializado na extração e venda ilegal de ouro da Amazônia.

O superintendente da PF no Amazonas, Umberto Ramos, revelou que a organização criminosa estava sob investigação há um ano. Ele mencionou conexões do grupo no Pará e destacou que Manaus serve como um ponto central para a distribuição do ouro no mercado nacional e internacional.

A investigação continua

A investigação revelou que o ouro era extraído ilegalmente do Rio Tapajós, no Pará. A PF também apreendeu a aeronave utilizada no transporte do ouro. A análise futura focará na “assinatura química” do ouro, uma espécie de “DNA”, para determinar sua origem e composição, ajudando a comprovar a ilegalidade da operação.

“O que a gente deseja, com a investigação, é identificar a tipologia, de onde veio, qual o tipo de garimpo que é utilizado por essas organizações criminosos, qual a composição química desse ouro”, detalhou o chefe da PF no Amazonas.

Garimpo e uma pista de pouso com aeronaves sobrevoando sao vistos na regao do Homoxi na Terra Indigena Yanomami. Foto Bruno Kelly Amazonia Real
Garimpo e uma pista de pouso com aeronaves sobrevoando são vistos na regão do Homoxi na Terra Indigena Yanomami. (Foto: Bruno Kelly/Amazônia Real).

O ouro confiscado se destaca por sua alta pureza, superior a 90%. O superintendente da PF comparou essa pureza com a qualidade comercial padrão de ouro, que geralmente possui 75% de pureza. Ele também mencionou que as características do ouro indicam que seu destino final seria o mercado internacional, especialmente na Europa e nos Estados Unidos.

Com informações do G1

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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