Governo dará incentivos fiscais para geração de energia solar

De acordo com o compromisso de campanha de comprometimento com o desenvolvimento sustentável, novo decreto estabeleceu isenção fiscais para semicondutores incluindo no programa as placas fotovoltaicas para geração de energia solar

Após bater recorde de geração em 2022, a energia solar ganhou um incentivo para atrair mais consumidores em 2023. Decreto publicado nesta quarta-feira (29) no Diário Oficial da União incluiu as placas fotovoltaicas no programa de isenção fiscal para semicondutores.

Criado em 2007, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis) zera quatro tributos – Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (Cofins) – sobre a produção de chips e de semicondutores. Neste ano, o governo abrirá mão de arrecadar R$ 600 milhões.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Padis tem se mostrado fundamental para a fabricação de diversos dispositivos eletrônicos, como smartphones, computadores, televisores e sistemas de automação industrial. A pasta ressalta que os semicondutores e os componentes microeletrônicos são necessários para garantir a viabilidade da Indústria 4.0 (indústria adaptada à revolução tecnológica).

Leia também: “BNDES aprova financiamento de R$ 99 milhões para fábrica de semicondutores

Governo dará incentivos fiscais para geração de energia solar
foto: Divulgação

Estatísticas

A indústria de semicondutores no Brasil tem faturado mais de R$ 3 bilhões por ano, correspondendo a apenas 0,2% da oferta mundial desses componentes. Em 2019, último ano com dados fechados disponíveis, o investimento em pesquisa e desenvolvimento no setor atingiu R$ 90,2 milhões, e os produtos fabricados pelo Padis geraram o recolhimento de R$ 59,2 milhões em tributos federais.

Segundo o MDIC, a ampliação do programa para a indústria de painéis solares impulsionará a produção de semicondutores e a geração de empregos de qualidade em diferentes estados. Para a pasta, o aumento da indústria de semicondutores poderá estimular a inovação em outras áreas, como inteligência artificial e computação em nuvem. Em relação à energia solar, o ministério destaca que o Padis elevará os investimentos em infraestrutura verde e em novas usinas de energia limpa em várias regiões do país.

Fonte: Agência Brasil

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

O Brasil descobriu que gerar energia limpa não basta

O primeiro leilão nacional de sistemas de armazenamento marca...

Onda de calor nos EUA pode quebrar mais de 90 recordes nesta semana 

Onda de calor nos EUA pode quebrar mais de 90 recordes, manter noites acima de 27°C, ampliar riscos à saúde e pressionar serviços de emergência.

Eleições na Amazônia 2026: Pará chega às urnas com legado ambiental marcado por avanços e contradições

Pará chega às eleições de 2026 com avanços na bioeconomia, queda recente do desmatamento, mas impasses sobre petróleo e povos indígenas.

Mutirão: a metodologia amazônica para equacionar entraves

A Amazônia desenvolveu, ao longo de séculos, uma tecnologia...