Idesam estrutura novas frentes em 2026 para impulsionar cadeias produtivas da sociobiodiversidade e atrair investimentos para a bioeconomia em territórios da Amazônia.
O Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) inicia 2026 com metas ambiciosas para fortalecer a bioeconomia regional e impulsionar modelos de desenvolvimento sustentável nos territórios amazônicos. Com mais de 20 anos de atuação na região, a organização articula projetos que conectam ciência, comunidades tradicionais e mercado, priorizando a conservação ambiental e a geração de renda local.
Um dos destaques para o ano é o fortalecimento do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), coordenado pelo Idesam em parceria com a Suframa. A proposta do programa é atrair recursos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), previstos na Lei de Informática, para fomentar novos produtos e negócios baseados na sociobiodiversidade amazônica. A intenção é criar oportunidades para startups e empreendedores locais, com foco em inovação e impacto.
Outro pilar estratégico é a consolidação da Zôma, iniciativa lançada durante a COP30 como uma plataforma de criação de negócios da floresta. O projeto atua desde a origem nos territórios até a chegada dos produtos e serviços ao mercado, apoiando empreendedores com assistência técnica, capital e conexões. “O papel da Zôma é criar condições para que empreendedores tenham acesso a capital, conhecimento e conexões estratégicas, transformando ideias em negócios estruturados e sustentáveis”, afirma Renato Rebelo, líder da iniciativa.
Já a AMAZ Aceleradora de Impacto, também coordenada pelo Idesam, chega ao seu sexto ano como uma das principais estruturas de apoio a negócios sustentáveis na região Norte. Com R$ 25 milhões já investidos em áreas como logística verde, cosméticos naturais, turismo de base comunitária e arte indígena, a aceleradora projeta ampliar sua atuação em 2026 por meio de blended finance — combinação de recursos privados e filantrópicos.
Entre os desafios do instituto para o ano está o avanço na mensuração de impacto socioambiental, considerando a diversidade de contextos atendidos, como Terras Indígenas, Unidades de Conservação e Reservas Extrativistas. A previsão é de lançamento de novas ferramentas e indicadores que contribuam para mais transparência e robustez na gestão dos projetos.
Com essas frentes, o Idesam pretende fortalecer seu papel como articulador de iniciativas que unem conservação, inovação e protagonismo comunitário na construção de um modelo de desenvolvimento alinhado à floresta em pé.