Servidores do Ibama anunciam suspensão de fiscalização ambiental

Mais de 1.700 servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) assinaram uma carta informando que irão suspender todas as atividades de fiscalização ambiental a partir desta segunda-feira (1º). A decisão, concentrando-se apenas em atividades internas e burocráticas, é uma forma de protesto em resposta ao andamento das negociações sobre reajuste salarial e proposta de reestruturação da carreira de especialista em meio ambiente.

Os servidores expressam, através do documento, uma resposta direta à falta de ação e suporte efetivo do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) em relação à proposta de reestruturação da carreira. Eles alertam que a suspensão pode prejudicar as atividades finalísticas do órgão, incluindo operações de fiscalização ambiental na Amazônia e em terras indígenas, processos de licenciamento ambiental, prevenção e combate a incêndios florestais, e atendimento a emergências ambientais.

A carta ressalta que a suspensão das atividades deve causar impactos significativos na preservação do meio ambiente, atribuindo a situação aos dez anos de abandono da carreira do servidor público e à perseguição enfrentada no governo anterior. Os servidores pedem a retomada das negociações com a Ascema Nacional

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Vinicius Mendonça – IBAMA

O Ibama, em nota, informou que não registrou qualquer paralisação nas atividades de fiscalização até o momento. Servidores do órgão têm cobrado melhorias nas condições de trabalho e remuneração.

Em resposta, o Ministério do Meio Ambiente instituiu uma mesa de negociação com órgãos ambientais e governo no último dia 16 de agosto para facilitar o diálogo com os funcionários da área. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos destacou a abertura ao diálogo com os servidores e lembrou a reinstalação da Mesa Permanente de Negociação, descontinuada no governo Bolsonaro. A pasta mencionou ainda o reajuste linear de 9% para todos os servidores federais e o aumento de 43,6% no auxílio-alimentação, além de esforços para a recomposição da força de trabalho na Administração Pública Federal

*Com informações Agência Brasil

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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