IA da IBM indica onde plantar árvores para armazenar mais carbono

Ferramentas de inteligência artificial medem com precisão a quantidade de carbono que as árvores podem armazenar

Plantar árvores é uma das ações mais simples e eficientes combater as mudanças climáticas, e o plantio é usado por muitas empresas para compensar as emissões de carbono. Mas, ao escolher este caminho, é preciso se certificar que estamos plantando árvores que efetivamente irão armazenar quantidades suficientes de carbono.

Nesta escolha, o local do plantio é um fator importante. As árvores precisam ser plantadas onde poderão viver durante décadas e absorver devidamente o carbono que circula no ar.

Apesar de ser uma das estratégias mais simples para capturar mais carbono do ar, o plantio precisa ser feito de forma adequada. Se ele ocorrer com planejamento e de maneira inteligente, poderá permitir tratamento e compensações de carbono mais precisas.

Pesquisas podem ajudar urbanistas e ambientalistas a determinar exatamente quais tipo de árvores são necessárias e em quais locais poderão melhorar a qualidade do ar local.

Inteligência artificial

IBM inteligência artificial árvores
Foto: Divulgação | IBM

Utilizando o distrito nova iorquino de Manhattan, nos Estados Unidos, como área de teste, os pesquisadores da IBM desenvolveram um processo para identificar, mapear e medir com precisão a quantidade de carbono que as árvores em uma determinada zona podem armazenar.

O estudo leva em consideração sua espécie, forma geométrica e volume de folhagem. Por exemplo, os pesquisadores puderam medir que as árvores de Manhattan estão retendo 52 mil toneladas de carbono, assim como identificar as características precisas da efetividade de certas espécies e onde certos tipos de árvore seriam mais benéficos.

Este olhar único sobre a capacidade de armazenamento do carbono da vegetação na Terra foi possível graças ao machine learning e a plataforma de análise de dados geoespaciais da IBM, o PAIRS, com sua capacidade em agregar e analisar grandes quantidades de imagens aéreas, e o LiDAR, que são dados de luz e alcance utilizados para criar informações muito precisas e modelos de elevação de terreno de alta resolução.

Fonte: CicloVivo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

O rio além da draga – PARTE II – Antes da concessão, o rio e seus habitantes – Coluna Follow-Up

A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.

Manaus, a cidade no coração da floresta que desaprendeu a respirar

Fumaça volta a cobrir a capital, expõe crianças e...

Trump já está interferindo na eleição brasileira?

“Da pressão sobre o STF às articulações bolsonaristas em...

O rio além da draga – PARTE I – Coluna Follow-Up

A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.