Garimpeiros que foram expulsos de terras Yanomami estão migrando para outras áreas do país

Ibama intensifica operações e destruição de equipamentos dos garimpeiros, com 88 máquinas já inutilizadas neste ano.

A Polícia Federal, juntamente com o Ibama, observou uma movimentação de garimpeiros deslocando-se de áreas como a terra indígena Yanomami para diferentes regiões do Brasil e até países adjacentes.

Recentemente, o Ibama incapacitou 43 escavadeiras na terra indígena Sararé, situada em Mato Grosso. Em decorrência das operações deste ano, 88 equipamentos foram inutilizados, e cada um tem um valor aproximado de R$ 1 milhão. Jair Schimitt, diretor de Proteção Ambiental do Ibama, ressaltou que “máquinas quase novas, com mínimas horas de uso, foram apreendidas e destruídas por eles”.

Alertas de Garimpo Ilegal

A Sararé registra a segunda maior quantidade de avisos relacionados a garimpo ilegal, contabilizando mais de mil no último ano. Imagens mostram a expansão desse crime na região. “Precisamos continuar e intensificar nossos esforços”, reitera o diretor de Proteção Ambiental do Ibama.

Garimpeiros que foram expulsos de terras Yanomami estão migrando para outras áreas do país

Deslocamento de atividades criminosas

A intensificação do garimpo na terra indígena Sararé evidencia a transferência desse crime. Garimpeiros que antes ocupavam áreas da Amazônia, onde a vigilância é rigorosa, agora buscam novos territórios no Brasil e em nações vizinhas. Esses garimpeiros oriundos da terra indígena Sararé eram previamente localizados em áreas de conservação no Pará, como Munduruku e Trincheira Bacajá. Entretanto, migrações para a Venezuela, Guiana Francesa, Norte do Amapá, Colômbia e Peru foram detectadas pelos investigadores.

Cooperação internacional contra o crime

Para combatê-los, investigadores da Polícia Federal estão colaborando com forças policiais de países adjacentes e estados amazônicos. A estratégia é asfixiar o crime com ações unificadas, destruir ferramentas e identificar os fornecedores de insumos para grupos ilegais. O diretor da Amazônia e Meio Ambiente da PF, Humberto Freire de Barros, enfatiza a necessidade de desarticular esses grupos criminosos, tanto localmente quanto em sua estrutura financeira, que frequentemente se estende além das fronteiras nacionais.

Com informações do G1

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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