Mais de 1500 funcionários do Ibama e ICMBio ameaçam greve exigindo melhores condições salariais

Servidores do Ibama e ICMBio ameaçam paralisar atividades externas, incluindo fiscalizações, exigindo do governo federal melhores condições salariais e tratamento justo

Mais de 1500 funcionários do Ibama e do ICMBio enviaram uma carta nesta terça-feira (5) aos presidentes das respectivas autarquias. Eles exigem que o governo federal atenda suas reivindicações trabalhistas. Com as discussões sobre aumento salarial estagnadas no Ministério da Gestão, os trabalhadores ameaçam cessar atividades externas, como inspeções, limitando-se a tarefas administrativas. Eles recordam as promessas “ambiciosas” feitas por Lula para o setor, mas criticam a “deslealdade” do governo para com eles.

A carta também menciona o desejo dos servidores de ter salários equivalentes aos da Agência Nacional de Águas (ANA), além de apontar a alta rotatividade nas autarquias. Eles acreditam que a insatisfação salarial faz com que as autarquias sirvam de “trampolim” para cargos mais lucrativos, exacerbando a falta de pessoal. O Observatório do Clima relatou que existem mais de 1500 vagas para fiscais do Ibama e do ICMBio, para o cargo de analista ambiental, em todo o Brasil, após desmonte dos órgãos ambientais no governo Bolsonaro.

Mais de 1500 funcionários do Ibama e ICMBio ameaçam greve exigindo melhores condições salariais
Ministra Marina Silva discurso durante comemoração do 34º aniversário do Ibama. Foto: Ascom MMA/Flickr

Disparidade salarial e inércia do governo

Os salários dos funcionários das autarquias são significativamente menores em comparação com os da ANA. Um especialista em recursos hídricos da ANA ganha R$ 15.058,12 inicialmente, enquanto um analista ambiental inicia com R$ 8.817,72. A carta critica a inação do governo em relação às demandas dos Especialistas em Meio Ambiente, que tiveram papel crucial na redução de 22,3% no desmatamento na Amazônia, conforme dados do PRODES.

desmatamento amazonia foto Michael Dantas AFP
foto: Michael Dantas/AFP

Objetivos e impactos da paralisação

O objetivo de suspender as atividades externas é destacar a relevância do trabalho desses profissionais no combate a crimes ambientais e nas inspeções para licenciamentos de infraestrutura. A carta expressa a crença de que o governo, eventualmente, reconhecerá a importância única da categoria, que desempenha um papel fundamental nos fóruns globais. O documento encerra afirmando a necessidade dos servidores de lutarem pelo reconhecimento merecido.

Com informações d’O Eco

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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