FEA contribui com debate político, econômico e social do País há 75 anos

Professores e ex-alunos da unidade da USP, em São Paulo, ocuparam cargos em ministérios; programação comemorativa terá série de aulas magnas com personalidades do cenário político, científico e acadêmico

Um mundo pós-guerra, com países e economias a serem reconstruídas. No Brasil, um ideário nacional-desenvolvimentista demandava profissionais para estudar as perspectivas e projeções econômicas. Esse era o cenário quando foi criada a então Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas (FCEA) da USP. O ano era 1946, e ela começou a funcionar com os cursos de Ciências Econômicas e o de Ciências Contábeis e Atuariais. 

Em 75 anos de história, a atual Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, em São Paulo, acompanhou e participou ativamente das profundas transformações políticas, econômicas e sociais ocorridas no País. Seja com pesquisas, produção de indicadores, formação de profissionais que atuam em empresas e, sobretudo, na administração pública, seja com ações para a sociedade que influenciam as políticas públicas do País.

Celeiros de economistas ilustres, a FEA é marcada pela coexistência de várias correntes de pensamento e pluralidade ideológica. Docentes, ex-alunos e pesquisadores formados na faculdade têm sido responsáveis por ditar os rumos da economia brasileira.  

O professor Antonio Delfim Neto foi ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento em diferentes governos do regime militar. O professor João Sayad (1945-2021) foi ministro do Planejamento de Sarney; já o professor Luiz Carlos Bresser Pereira foi ministro da Fazenda do mesmo governo.

A ex-estudante e ex-professora Zélia Cardoso de Mello foi ministra da Economia no governo Collor. O ex-aluno de Economia Guido Mantega foi ministro do Planejamento e da Fazenda nos dois mandatos do presidente Lula e da Fazenda no primeiro governo Dilma. 

Clique no player abaixo e confira o programa Desafios sobre o futuro do ensino de economia, administração e contabilidade, com Fábio Frezatti e José Afonso Mazzon, dirigentes da FEA-USP:

Esses são apenas alguns exemplos, a lista é longa e inclui o professor Paul Singer (1932-2018), um dos pioneiros a trabalhar no Brasil o conceito de economia solidária, baseada na produção com autogestão, sem patrões e empregados. De  2003 a 2016, ele foi secretário nacional de Economia Solidária nos dois governos Lula e Dilma. 

Ainda que a faculdade tenha sido criada com foco nas ciências econômicas, ao longo dos anos, as outras áreas do conhecimento em Administração e Ciências Contábeis e Atuariais também ganharam destaque.

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Antonio Delfim Neto, João Sayad, Zélia Cardoso de Mello, Luiz Carlos Bresser Pereira, Guido Mantega e Paul Singer: ministros e personalidades políticas que passaram pela FEA – Fotos: Wikipedia e Marcello Casal Jr/Agência Brasil

“A influência da FEA em todas as dimensões dos pilares é percebida nos mais variados rincões do País, onde encontramos profissionais que passaram pela FEA. As contribuições nas áreas de economia, administração, contabilidade e atuária mostram que o investimento feito pela sociedade paulista teve e tem benefícios muito mais amplos do que se poderia sonhar 75 anos atrás. Olhando a trajetória das pessoas que passaram pela faculdade, temos destaques nas mais variadas dimensões, seja em entidades governamentais, na iniciativa privada ou mesmo nas entidades sem finalidades lucrativas”, destacam os professores Fábio Frezatti, diretor da FEA, e José Afonso Mazzon, vice-diretor da FEA, em mensagem de comemoração dos 75 anos da faculdade.

Fonte: Jornal da USP

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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