Um plano para salvar da extinção duas árvores 100% brasileiras

Jardim Botânico oficializa a criação do Plano de Ação Nacional para a Conservação (PAN) dos Faveiros que contempla duas espécies endêmicas do Brasil e sob risco de extinção

Restrita a poucas localidades no estado de Minas Gerais, o faveiro-de-wilson é uma árvore de copa larga que colore os domínios tanto da Mata Atlântica quanto do Cerrado com suas flores amarelas. Pressionada pelo avanço da ocupação e exploração humana, o faveiro-de-wilson chegou a ser considerado sob risco crítico de desaparecer. Pesquisadores e ambientalistas criaram então, em 2015, uma força-tarefa para salvar a espécie através de um Plano de Ação Nacional (PAN) exclusivo para a conservação do faveiro-de-wilson. Oito anos depois, os botânicos dobraram as apostas e incluíram outra espécie de árvore endêmica do Brasil e igualmente ameaçada no planejamento.

O Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação dos Faveiros Ameaçados de Extinção foi aprovado pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e oficializado nesta segunda-feira (15), no Diário Oficial da União. O PAN inclui duas espécies: o faveiro-de-wilson (Dimorphandra wilsonii) e o faveiro-da-mata (Dimorphandra exaltata), ambas classificadas atualmente como Em Perigo de extinção. 

O faveiro-da-mata é outra árvore que ocorre apenas no Brasil, restrita aos estados do sudeste – Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Assim como o faveiro-de-wilson, a árvore sofre com a perda e degradação do seu ambiente natural.

O planejamento do PAN prevê ainda a elaboração de estratégias para beneficiar a conservação de outras três espécies: faveiro-vermelho (Dimorphandra jorgei);  fava-de-anta (Dimorphandra gardneriana) e faveira-do-campo (Dimorphandra mollis). 

O objetivo geral do PAN é: “ampliar as estratégias para a conservação e recuperação das populações de faveiros e seus habitats com participação multissetorial”. As ações incluem geração e difusão de conhecimento das espécies-alvo, sensibilização ambiental e capacitação dos atores sociais para conservação, implementação de estratégias integradas de manejo e o fomento à criação de políticas públicas para conservar as espécies.

O PAN Faveiros terá um ciclo com duração de cinco anos, a começar em junho de 2023, e monitoramento anual.

Fonte: O Eco

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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