Entre janeiro e 17 de setembro de 2026, o fogo atingiu 113 mil hectares do Pantanal em Mato Grosso do Sul. Cerrado e Mata Atlântica registraram queda no mesmo período.
A área queimada no Pantanal em Mato Grosso do Sul chegou a 113.014 hectares entre 1º de janeiro e 17 de setembro de 2026. O total é 179,7% maior que os 40.412 hectares registrados no mesmo intervalo de 2025, segundo informativo estadual divulgado em 18 de setembro.
O número de eventos de fogo no bioma também subiu de 106 para 145. O aumento contrasta com a redução observada nos outros biomas do estado: no Cerrado, a área queimada caiu 61,8%, para 20.865 hectares; na Mata Atlântica, recuou 79,6%, para 2.880 hectares.
Somadas, as áreas atingidas nos três biomas passaram de 109.124 hectares em 2025 para 136.759 hectares em 2026. A alta foi puxada pelo Pantanal, que concentra cerca de 83% da área queimada no estado neste ano, conforme os dados do levantamento.
Emergência ambiental vai até dezembro
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima estabeleceu estado de emergência ambiental para o Pantanal de abril a dezembro de 2026. Em outras regiões de Mato Grosso do Sul, os períodos previstos terminam em novembro. A medida busca apoiar a preparação e a resposta dos órgãos públicos durante os meses de maior risco de incêndios.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o El Niño pode elevar as temperaturas e tornar as chuvas mais irregulares, favorecendo períodos prolongados de ressecamento da vegetação. A previsão citada no informativo indicava máximas entre 38°C e 41°C no norte de Mato Grosso do Sul e no Pantanal, condições que aumentam o risco de propagação do fogo.
Apesar do avanço do fogo no bioma, os atendimentos do Corpo de Bombeiros a incêndios em vegetação no estado caíram 27% no período analisado, de 3.357 para 2.452. O informativo também aponta aumento na emissão de atos declaratórios ligados à prevenção.
Para o trimestre de setembro a novembro, o monitoramento estadual mantém níveis de Atenção e Alerta para a probabilidade de fogo em Mato Grosso do Sul. Os dados sobre áreas queimadas foram atribuídos pelo informativo ao Imasul/Unigeo e ao Corpo de Bombeiros Militar do estado.