EUA investigam conexão entre facção criminosa e garimpo na Amazônia

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (EUA) está investigando ligações entre uma facção criminosa que atua nos presídios de São Paulo e outros estados brasileiros com o garimpo ilegal na Amazônia. A principal preocupação das autoridades norte-americanas é de que a exploração de ouro amazônico esteja sendo usada para “lavar dinheiro” do tráfico internacional de drogas.

Tesouro dos EUA

Reuters citou Brian Nelson, subsecretário de terrorismo e inteligência financeira do Tesouro dos EUA, que afirmou ter recebido “informações alarmantes” sobre as conexões entre a facção e os garimpeiros. “Estamos focados na mineração ilegal de ouro. Porque tanto pode gerar recursos para outras atividades ilícitas, dado o valor do ouro, quanto fornecer um meio para lavar os recursos ilícitos do narcotráfico”, disse Nelson a jornalistas. A Folhapublicou uma tradução da matéria.

Já Elizabeth Oliveira destacou no Mongabay os dados de um levantamentorecente do Instituto Igarapé sobre as ramificações do crime organizado amazônico em vários estados brasileiros e outros países sul-americanos. Além da presença de grupos criminosos associados ao tráfico internacional de drogas, a leniência do poder público no combate a ilegalidades ambientais na floresta amazônica está criando um ambiente perfeito para o crescimento e a diversificação da atividade criminosa dessas quadrilhas.

Em tempo: A omissão governamental também favorece a ilegalidade por parte de empresas de óleo de palma na Amazônia. Bruna Bronoski abordou na Agência Pública as denúncias de Comunidades Tradicionais da região do Vale do Acará, no nordeste do Pará, contra a ação das empresas Agropalma S/A e Brasil BioFuels (BBF), que tem avançado sobre Terras Públicas, ameaçando e expulsando quilombolas e ribeirinhos. Mais de 70% das plantações de dendê e agroindústrias da Agropalma no Pará estão sobrepostas a áreas reivindicadas desde 2016 por comunidades quilombolas e ribeirinhas nos dois lados do rio Acará; no caso da BBF, a sobreposição é de 75% sobre uma área requisitada pelo quilombo Nova Betel.

Texto publicado originalmente em CLIMA INFO

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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