Avanço na geração da energia renovável evitou US$ 470 bi em gastos com combustíveis fósseis, mas ritmo ainda é insuficiente para alcançar a meta global de 11,2 TW até 2030, estabelecida na COP28.
A geração de energia renovável cresceu 19,8% em 2024, o maior salto desde 2000, segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). A expansão evitou cerca de US$ 470 bilhões em gastos com combustíveis fósseis.
Apesar do avanço, o ritmo ainda é insuficiente para atingir a meta da COP28 de triplicar a capacidade instalada até 2030 e alcançar 11,2 terawatts.
A energia solar liderou a expansão registrada, representando quase 78% do total, com 452,1 dos 582 gigawatts adicionados no ano. A eólica veio em seguida, com 114,3 gigawatts. Ao todo, a capacidade renovável global chegou a 4.443 gigawatts.
Os custos também caíram. A energia solar está, em média, 40% mais barata que as fontes fósseis. No caso da eólica offshore (proveniente de plataformas em alto-mar), a economia é de 53%. A eólica onshore segue como a mais competitiva, com custo médio de US$ 0,034/kWh — chegando a US$ 0,030/kWh no Brasil e US$ 0,029/kWh na China.
Mesmo com os avanços, a IRENA alerta que será preciso dobrar o volume anual de expansão para cumprir a meta. A agência também aponta fatores geopolíticos que dificultam a transição energética, como tarifas e obstáculos no acesso a matérias-primas.
Segundo o diretor da IRENA, Francesco La Camera, é essencial ampliar a cooperação internacional e garantir políticas estáveis para uma transição energética justa, sobretudo no Sul Global.

