Em meio a ondas de calor, incêndios se alastram no hemisfério norte

O cenário é desalentador. Na RFI, Gina Marques descreve as dificuldades enfrentadas pelos italianos com os incêndios florestais das últimas semanas. Desde junho, estima-se que mais de 20 milhões de animais selvagens e de criação pereceram em todo o país por conta do fogo. Cerca de 55% dos focos de incêndio registrados na Itália até agora se concentraram nas regiões meridionais da península italiana, como Campânia, Apúlia, Calábria e Sardenha, além da Sicília. Segundo a Reuters, a situação é mais grave na Calábria e na Sicília, onde mais de 500 operações de combate ao fogo foram realizadas nesta 5ª feira (12/8).

Enquanto isso, na Grécia, os bombeiros tiveram um alívio ontem com a chegada da chuva nesta 5ª feira. Até agora, o fogo consumiu mais de 100 mil hectares. Mesmo com o calor dando uma trégua, a situação segue preocupante: autoridades gregas alertaram à população que o risco de novos incêndios é muito alto nas três áreas mais afetadas pelo fogo – Ática (nos arredores de Atenas), Peloponeso e a ilha de Eubeia. A AFP deu mais informações. Poder360 e Reuters fizeram um panorama dos incêndios florestais na Europa e no norte da África.

Nos EUA, o incêndio Dixie segue ativo e causando destruição no norte da Califórnia. Nesta 5ª feira, o fogo consumiu cerca de 500 casas, que se somam às mais de 1 mil residências devastadas pelas chamas. Desde meados de julho, quando o foco surgiu, o fogo queimou mais de 2 mil km2 de área. O Dixie já é o 2º maior incêndio da história do estado, e a perspectiva para os próximos dias não é positiva: com os termômetros ainda acima dos 37oC, a vegetação seca e os fortes ventos do noroeste dos EUA devem facilitar a expansão do fogo para outras áreas.

Guardian e Reuters abordaram a situação na Califórnia.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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