Elefante rosa é encontrado por cinegrafista na África

Filhote de elefante tem condição que altera a pigmentação da pele, mas que não afeta sua saúde nem sua aceitação pelos demais membros da manada

Por Rafael Faustino – Um Só Planeta

Ao contrário do que diz a tradicional cantiga, um elefante não incomoda muita gente – na verdade, este tranquilo animal não precisa incomodar ninguém. E o que dizer então de um bebê elefante rosa? 

Foi isso o que viu Jaco Joubert, guia florestal da Reserva Mala Mala, na África do Sul. Em um trajeto rotineiro, ele viu essa aparição que diferia de tudo o que já tinha visto por ali: um elefante rosa, indo se banhar junto de sua mãe e sua manada, todos da tradicional cor acinzentada. 

“Já era fim de tarde quando descemos até o rio para ver o que podíamos encontrar. Esperando encontrar animais comuns na beira da água se refrescando do calor do dia, ficamos agradavelmente surpresos ao encontrar uma pequena criatura bastante única. Um elefante rosa!”, contou no site LatestSightings.

Elefante
Foto reprodução

A coloração diferente do animal se deve a uma condição chamada leucismo, uma mutação genética que causa perda de pigmentação na pele, no cabelo ou nas penas de um animal – foi a mesma condição que destacou também uma orca branca, vista também nesta semana. É algo semelhante ao albinismo. 

O leucismo pode ter diferentes graus e resultados fenotípicos.

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Foto reprodução
No caso do pequeno elefante, a condição fez com que, sem a pigmentação, a pele dele ficasse mais translúcida e os vasos sanguíneos e capilares sob a pele ficassem mais visíveis, dando ao animal uma tonalidade rosada.

A condição é bastante rara, mas não é prejudicial ao filhote. Na verdade, acredita-se que a pele rosada pode até fornecer proteção extra contra o forte sol africano, já que reflete parte da luz solar maior que as peles escuras, ajudando a regular a temperatura corporal do bezerro. 

O filhote rosa também não foi rejeitado pelo seu grupo, apesar de sua aparência diferenciada. “O bezerrinho, apesar de sua aparência estranha, parecia estar se adaptando muito bem ao resto da manada. Nesta tarde em particular, todo o rebanho entrou no rio para brincar e se refrescar. O elefantinho, apesar do tamanho minúsculo, entrou na brincadeira”, contou Jaco Joubert.

Texto retirado de UM SÓ PLANETA

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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