A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas
Retirar a cortina que oculta as motivações econômicas para a região é algo fundamental, para ficar claro que é possível gerar riqueza a partir da biodiversidade. Que é possível gerar empregos a partir dos potenciais, desde que eles deixem de ser potenciais e virem realidade.
O bioma Amazônia é o mais rico do planeta em sociobiodiversidade. O Brasil tem tido dificuldades para destravar o desenvolvimento de atividades econômicas associadas a esse bioma. Ao mesmo tempo, já existe um forte polo industrial a partir do programa da Zona Franca de Manaus
“Além da Bioeconomia, vários novos negócios estão rodando. Precisamos nomeá-los, priorizar os mais promissores e financiar outros para que peguem vento. Sem conflito nem confronto”.
“A contrapartida fiscal da ZFM não pode ser incluída entre os beneficiários da renúncia fiscal do Brasil, algo em torno de R$320,8 bilhões, pois se trata de uma política de Estado, visando a redução das desigualdades regionais.”
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas