Mais do que uma agenda para a Amazônia, essa é uma estratégia para o Brasil. E, por sua dimensão continental, uma contribuição concreta - muito além da polarização politica estéril - para o equilíbrio político, econômico e institucional da América Latina.
Na próxima segunda (6) os Diálogos Amazônicos - iniciativa da FGV, através da sua Escola de Economia de São Paulo -, terá mais um novo importante debate
A data de 28 de fevereiro sinaliza um acontecimento que considero o mais importante da história da república no que diz respeito ao tratamento do país em relação a Amazônia, sua porção maior. São quase seis décadas de avanços, benefícios, desafios e construção de uma sociedade menos desigual, mais próspera e ambientalmente adequada na história do desenvolvimento regional. Queremos felicitar os responsáveis históricos por essa conquistas, os servidores da Suframa, todas as equipes que coordenaram está missão de proteger e engrandecer a sociedade aqui construída ao longo dos anos.
Com seus objetivos inseridos na Constituição Brasileira, a Suframa padece de autonomia financeira e administrativa para exercer com mais efetividade a um dos propósitos fundamentais da Constituição do Brasil, “erradicar a pobreza, a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”, aquele que mais se agravou ao longo dos últimos anos.
Amazônia “… cabe aqui sistematizar algumas considerações em torno da questão amazônica, o grande enigma da modernidade e, acima de tudo, a mais eficaz e oportuna resposta para as demandas nacionais de geração de emprego, produção de alimentos, matérias-primas, fontes alternativas de energia, cosméticos e fármacos para a saúde e bem-estar de toda a humanidade.”
Lembremos que governadores e prefeitos integram o Conselho de Administração da Suframa. Eles, mais do que ninguém, sabem quais são as demandas cruciais. Entre elas, sempre estarão as demandas por infraestrutura de nossa região. Há quanto tempo não temos iniciativas dessa natureza?
Mais do que uma agenda para a Amazônia, essa é uma estratégia para o Brasil. E, por sua dimensão continental, uma contribuição concreta - muito além da polarização politica estéril - para o equilíbrio político, econômico e institucional da América Latina.