Premiê italiana, Giorgia Meloni, diz que é “prematuro” assinar agora e condiciona apoio a um pacote extra de garantias ao agro; França mantém veto político e a votação no Conselho pode escorregar para depois do fim de semana
Esse é o ponto central desta reflexão sobre o Norte que não pode continuar sendo tratado como infraestrutura do Brasil sem ser tratado como Brasil. Quando o país usa o Norte como corredor, ele o chama de estratégico. Quando o Norte exige integração, o país o chama de problema. Essa é a agonia do paradoxo
“O feminicídio não é destino. É um colapso acumulado. E colapsos acumulados não se resolvem com comoção passageira, mas com reação contínua, mensurável e...
Em tempos de protagonismo do setor privado, as empresas da região, especialmente às que operam sob o guarda-chuva da Zona Franca de Manaus, podem decidir se querem continuar ocupando o papel de caricatura — o tal “ventilador no meio da selva” — ou se estão dispostas a assumir o lugar de atores e promotores de uma economia amazônica que, enfim, decide produzir riqueza a partir da floresta em pé e da inteligência das pessoas que a habitam
Se o país aceitar esse desafio, a BR-319 pode se tornar um laboratório de governança climática e social para o século XXI: uma rodovia vigiada por satélites, protegida por UCs, guardada pela fiscalização, estruturada pela regularização fundiária e animada por economias sustentáveis. Se continuar negando a si mesmo aquilo que já desenhou em norma, relatório e condicionante, o Brasil estará confessando outra coisa: que ainda não decidiu levar a sério nem a Amazônia, nem a própria República.